Meu Malvado Favorito 2

Título Original- Despicable Me 2
Título Nacional– Meu Malvado Favorito 2
Diretor– Pierre Coffin/Chris Renaud
Roteiro– Ken Daurio/Cinco Paul
Gênero– Comédia/Animação
Ano– 2013

– Menos malvado, mais favorito…

Pelos cartazes já se percebe que o foco, nessa continuação de uma das melhores novas animações lançadas, mudou um pouco. Sai de cena Gru, o “vilão” mais querido já concebido e entra em cena muito mais intensamente os “minions”, seus ajudantes para lá de loucos e divertidos. Essa mudança se deve a milhares de motivos, dentre eles; os minions tem um potencial de venda de brinquedo enorme, o espaço para as piadas e facilidade em realizá-las é muito maior com eles do que com Gru, gerando, talvez um êxtase maior, encobrindo a necessidade de uma obra um pouco mais substanciosa.

Agora o protagonista está calmo e tentando mudar de vida. Suas filhas: Agnes, Edith e Margot são as responsáveis por tal mudança, mas o Dr°. Nefário não está tão satisfeito e abandona o grupo logo no começo. Uma nova ameaça surge e será Gru o escolhido para ajudar a detê-la. A Liga dos Anti Vilões o requisita com o auxílio de sua agente Lucy. A cena inicial da captura de Gru pela agência já contrasta com o começo do primeiro longa, mostrando como será a tônica da história nesta continuação.

Relutante, a princípio Gru termina aceitando o trabalho e começa a investigar quem poderia ser o novo vilão por trás dos acontecimentos estranhos que vinham acontecendo. Neste meio tempo os minions vão sendo raptados sem serem notados. Tudo isso é regado a muita diversão, superando o primeiro em intensidade de riso, mas sem o mesmo contexto rico envolvido. Apesar da vontade grande por uma continuação, sempre considerava difícil a empreitada, justamente por causa do obstáculo para recriar uma proposta tão interessante quando a do primeiro título.

Ainda que tenha suas inconsistências aqui e acolá Meu Malvado Favorito 2 consegue ser ainda mais intenso que seu predecessor quando o assunto é fazer rir. No entanto, não consegue reproduzir com a mesma força o frescor e até mesmo a riqueza do original, pois como a relação de Gru com as meninas já está formada, pouco se tem a explorar neste quesito. Além disso, a própria mudança do protagonista já reduz aquele traço muito irreverente das maldades que ele realizava indiscriminadamente na primeira história. Feitas tais considerações, talvez até ignoradas pela maioria empolgada pelo êxtase causado pelos “minions” e suas trapalhadas, a verdade é que o longa se apresenta com uma ótima produção, porém com foco diferente, sem que isso resulte numa queda muito perceptível. Será um prato cheio para crianças e adultos que gostam de rir em profusão.

Intensidade da força: 8,0

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