Guerra Mundial Z

Título Original– World War Z
Título Nacional– Guerra Mundial Z
Diretor- Marc Forster
Roteiro- Matthew Michael Carnahan/Drew Goddard
Gênero– Ação/Drama/Terror
Ano- 2013

– Blockbuster do terror…

O gênero terror, embora conte com muitos fãs, sempre foi considerado uma opção de segunda linha para os preceitos hollywoodianos. Sempre com orçamentos mais baixos e pressão maior, nunca foi uma opção que tivesse preferência quando se tratava de realizar uma produção. Com Guerra Mundial Z, entretanto, a coisa foi diferente. A começar pela participação de Brad Pitt (Gerry Lane), sumido das obras de maior repercussão há um bom tempo. Ele retorna neste novo trabalho aos holofotes mais brilhantes dos blockbusters.

O filme se baseia no livro do autor Max Brooks. O longa contou com muitas alterações frente à fonte que se inspirou, mantendo pouquíssimo a não ser a temática principal. Para os leitores talvez tenha sido um verdadeiro suplício assistir esta produção tamanha as alterações realizadas. Ao que parece, acharam que o livro não fosse funcionar bem para o formato do cinema e os executivos não quiseram arriscar investir alto e correr o risco de não obterem o retorno do investimento. O projeto então foi realizado mais focado na ação e deixou de lado praticamente toda a discussão social e comportamental tratada pelo título escrito.

Tudo começa de forma muito rápida quando um vírus mortal se espalha repentinamente, vindo da Ásia,  a transformação também é extremamente acelerada. O método é pela clássica mordida e como a mudança ocorre muito rapidamente, a infestação é incontrolável pondo o mundo em colapso de uma hora para outra. A família de Gerry vivia normalmente quando um contaminado aparece no meio da rua em Nova York e daí todo o caos se instala de maneira incontrolável. Assim a corrida pela sobrevivência do protagonista se inicia.

Devido ao seu contato com os militares ele é resgatado, não que para isso não lhe fosse cobrado um preço. Ele teria que acompanhar um cientista até um dos locais onde se imaginava ter-se dado o primeiro caso da doença. Lá tudo muda e Gerry assume a liderança também pela busca de uma forma de conter a doença. Sempre analisando pequenos detalhes, ele consegue assumir o caminho a seguir na jornada para salvar a humanidade. Uma parte do longa se foca neste drama de Gerry ao passo que tenta manter sua família segura, mas tudo mudará quando as coisas começarem a dar errado uma após a outra.

O uso de um orçamento farto reflete-se claramente na boa qualidade visual da obra. Com efeitos bem trabalhados não há muitas falhas perceptíveis nas cenas que envolvem grandes resultados. O ponto fraco fica mesmo no desenvolvimento, ao optar por seguir a linha da ação a equipe técnica optou por manter uma faixa etária baixa e isso resultou num filme de “terror” em que pouco se vê o que justifique tal denominação. Há um mínimo de sangue ou cenas mais violentas, pontos chave neste tipo de obra. Além disso, muito embora Brad Pitt tenha sido indicado a Oscar e tudo mais sua atuação não passa tanto convencimento, pois ele ainda tem dificuldade em expressar as emoções de acordo com a situação.

Com muito pouco de terror a ser visto sobra a ação que é interessante pela tensão envolvida por causa do perigo da ameaça zumbi, mas que só fica nisso, pois na hora do aperto a câmera foge e não aproveita para intensificar tal sensação. Outra coisa notável é que muitas cenas de combate são extremante corridas, com takes muito rápido que impedem uma visualização boa do que está ocorrendo, se isso foi feito propositalmente para se adequar a proposta do filme ficou mal apresentado e deu a impressão de falta de qualidade.

No final, Guerra Z cai no erro clássico de certas obras, não se destaca em nada do que se propõe e perde uma ótima oportunidade de se afirmar como marco no gênero, ainda assim, sua forte estreia sinalizou para uma continuação e a torcida é para que aconteça, pois mesmo com suas falhas é uma produção divertida e vale a pena ainda mais se os erros dessa primeira tentativa forem sanados na continuação.

Intensidade da força: 7,5

4 opiniões sobre “Guerra Mundial Z”

  1. Gostei do filme também e quanto a adaptação quem leu o livro antes e reclama do filme acho que fica de mimimi demais.

    Vejamos, um livro com dezenas e dezenas de relatos isolados de pessoas (a maioria sem conexão nenhuma com as outras) curtos ao redor do mundo… Vai jogar no cinema assim? Clipes curtos? Uma pessoa lendo os relatos e “vendo em mente o que rolou”? 345 personagens em duas horas?

    Me deixe viu hehehe

    1. Concordo Márcio. Tem que ver que certas coisas simplesmente não são adaptáveis, pois a mídia é diferente. O que concordo apenas é que simplificaram demais em alguns pontos, tornando apenas um pipocão simplório do gênero. Poderia ter se aproveitado melhor os debates levantados no livro.

      Agora que ficou bem executado no geral não há como dizer que não.

  2. AHAHA! Legal Reiner. É isso mesmo. A proposta do filme não é aquele terrorzão mais clássico, até como o visto em Walking Dead (quem te viu, quem te vê! AHAH), mas agrada.

    A cena da mulher ligando também foi emputecedora para mim. Xinguei pacas! AHAHA! A do Dr. é uma das mais comentadas na net sobre o filme e até traça um marco sobre o título de que tipo de enfoque eles querem dar.

    Valeu por aparecer mais uma vez. Falou você ontem em Meu Malvado Favorito 2, muito bom por sinal. Um tantinho abaixo do primeiro.

  3. Muita tensão no filme. Achei um pouco bizarro os zumbis virarem “Flash” e achei muito absurdo o tempo de transformação em zumbi. A camuflagem foi muito incoerente ¬¬’. The Walking Dead é melhor auhuhauhauhauha.

    Independente desses pontos, achei o nível de ação muito muito bom, xinguei muito a mulher na hora que ligou para Brad Pitt, kkkkkkk e também o doutor atrapalhado na cena do laboratório.

    E apesar de não ser de terrrorrrrrrrr, tomei vários sustos assistindo em 3D, teve uma hora que tive que tirar o óculos e recuperar o fôlego.

    Como sempre, massa os comentários.

Deixe seu comentário