Além da Escuridão – Star Trek

Título Original– Star Trek Into Darkness
Título Nacional- Além da Escuridão – Star Trek
Diretor- J.J. Abrams
Roteiro- Roberto Orci/Alex Kurtzman
Gênero- Ficção/Ação
Ano– 2013

– Além das fronteiras de qualquer outro Star Trek…

Desde o retorno da franquia, em 2009, o gênero ficção ganhou um reforço considerável, mas que ainda precisava se provar uma vez mais. Agora, quatro anos depois, a consagração, confirmação de que não se tratou de um acerto aleatório, mas sim o fruto de um trabalho bem executado. No novo Star Trek algo dificilmente pensado foi alcançado: superar o antecessor e, por que não, o original. Neste ponto, inclusive, cabe um adendo. A fama e prestígio alcançados pela fábula do passado ocultaram muito de seus defeitos, exageros e cafonices, que mesmo para a época já causavam certo incômodo. É bom ponderar tal aspecto, pois em tempos de críticas a tudo do presente perante o passado, a lembrança de que lá atrás já não se tinha nenhum primor é sempre válida. 

Vale lembrar que o contexto em que se passa a história é algo semelhante ao passado da saga original. Então, James Kirk (Chris Pine) ainda é mais intrépido e imprudente do que sua versão mais velha e Spock (Zachary Quinto) mais frio e impassível do que seu eu mais antigo. A nave Enterprise continua sua exploração pelo universo e a tripulação está tentando salvar um planeta atrasado da completa destruição. Todavia, quando retornam à Terra, ao invés de serem recebidos com festas e elogios a equipe é desfeita e Kirk perde o comando da nave que retorna a Pike (Bruce Greenwood). Isso tudo é apenas um prelúdio do que estava por vir.

Uma ameaça muito mais perigosa e poderosa do que a anterior ameaçará não só a frota estelar como todo o universo conhecido. Khan (Benedict Cumberbatch) ataca o quartel e muitos do alto escalão sucumbem no ataque. Sendo um dos poucos sobreviventes, Kirk irá em busca de vingança só para perceber que as coisas não eram como ele imaginava. Muita ação, efeitos especiais de primeira e expectativa irão rechear as pouco mais de 2 horas de duração que deverão passar num piscar de olhos de tão dinâmico, vibrante e eletrizante que serão.

A direção de J.J está mais que afiada, tudo funciona à beira da perfeição. Os exageros estão lá, mas ao invés de atrapalharem contribuem, positivamente para o clima. As atuações dos protagonistas Kirk, Spock e Khan estão muito boas e ajudam a pavimentar toda a estrutura criada pelo roteiro. É muito bom notar o respeito a tudo de bom que tinha no original. A pobre Enterprise sempre dando mais do que pode e ficando aos pedaços, além dos improvisos constantes e mirabolantes da tripulação para lidar com as crises sempre maiores do que o preparo deles. A simbiose entre comandante e seu primeiro imediato começa a ser construída de forma mais clara, também se aproximando demais de como funcionava no passado.

É importante destacar o carisma infinito da trilha sonora especial de Star Trek e como não se consegue reproduzir algo do mesmo nível hoje em dia, depois de Senhor dos Anéis, não há uma trilha desse nível a se lembrar. Os defeitos são muito poucos, inclusive frente ao original, o clima mais sério e “dark” apoia muito bem a tensão gerada e confere um tom muito mais intenso o qual o original muitas vezes deixava escapar. Esse é o melhor filme do ano até então, não há dúvidas, e que deverá figurar em algumas premiações técnicas. Cria uma boa expectativa para Star Wars e joga uma enorme pressão em Pacific Rim, que, obviamente, não deverá ser tão completo, mas se espera um bom nível de ação. É 2013 mostrando sua força depois de um 2012 morno.

Intensidade da força: 10,0

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