Velozes & Furiosos 6

Título Original– Fast & Furious 6
Título Nacional– Velozes & Furiosos 6
Diretor- Justin Lin
Roteiro- Chris Morgan/Gary Scott Thompson
Gênero- Ação/Policial
Ano- 2013

– Seis vezes mais veloz e furioso…

A franquia Fast & Furious atingiu um ápice inimaginável nos tempos atuais. É possível que nenhum dos integrantes do enorme sucesso que se tornou tenha imaginado, lá atrás, que isso um dia aconteceria. Agora se tem uma produção que teve uma estreia fortíssima (122 milhões), ficando atrás no ano apenas de Homem de Ferro 3. Isso já dá a ideia do alcance e impacto que o título conquistou depois das mudanças aplicadas ainda na terceira investida.

O time criado no quarto filme, mas que basicamente se compôs de elementos vindos dos 3 anteriores, retorna mais uma vez contando com a colaboração de “peso” de Dwayne “The Rock” Johnson (Hobbs) que atua mais ao lado do que contra os “bandidos-mocinhos”. Logo de cara há uma retrospectiva dos acontecimentos dos 5 filmes anteriores, apresentando flashes marcantes de todos os longas fortalecendo ainda mais o laço dos espectadores com o universo criado. O maior mérito da obra é trabalhar esta relação de continuidade, tentando fechar as pontas soltas que ainda existiam e pavimentar o caminho para os eventos do 7ºlonga já anunciado.

Brian (Paul Walker) agora é pai e isso é o marco maior para que os amigos realmente se afastem da vida perigosa que levavam, no entanto uma nova ameaça irá forçá-los a retornar à vida que pretendiam deixar de lado. O perigoso Shaw (Luke Evans) tem colocado a CIA numa situação complicada para capturá-lo e Hobbs se vê obrigado a tentar a ajuda dos antigos criminosos que passaram a perna nele no filme anterior. Ele recorre a Dom (Vin Diesel) e terá um motivo bastante convincente para persuadi-lo. A razão encontrada, aliado ao perdão a todos os crimes cometidos pelo bando, é o pretexto forte o suficiente para todos passarem a colaborar com a polícia a fim de parar tal ameaça.

Entrarão em cena: Roman (Tyrese Gibson), Han (Sung Kang), Gisele (Gal Gadot) e Taj (Ludacris) para compor o restante do time. O vilão utiliza veículos especiais para despistar a polícia e esta é a razão de Hobbs recorrer à ajuda de Dom. Os ingredientes para a mistura estão preparados, restava apenas tudo começar. O mais impressionante é notar a dimensão que a franquia alcançou nestas últimas versões, desde o 4° nota-se um constante refinamento e crescimento na grandiosidade dos eventos mostrados na tela, culminando com este 6° em que os ares de missão impossível e 007 recheiam as cenas de ação constantemente.

É válido afirmar que Velozes e Furiosos é a versão “dark”/popular de Missão Impossível e 007, hoje em dia. Enquanto os mais famosos e badalados são agentes de espionagem, aqui se tem meros criminosos sem grande “currículo”. As intrigas internacionais dão lugar a questões pessoais ou de “família” que são pagos na moeda da “vingança” ou simples retribuição, ao invés de ideais de proteção mundial e bem estar geral. Dá-se lugar a Dodge Chargers, Skylines, Mustangs, Nissan GTR’s saem as Ferraris, Lamboghinis e Aston Martins. O mais legal de tudo isso? Velozes e Furiosos conseguiu ser este outro lado da moeda sem perder sua essência, ou parecer um simples genérico, ou deixar-se levar pela canastrice e caricaturagem tão comum nestes casos.

Um ponto a ressaltar é a direção bem executada de Justin Li. Hoje em dia um diretor sempre ventilado para grandes produções. Li começou no terceiro filme, odiado por alguns e reverenciado por outros tantos. Aliás, outra coisa curiosa a se perceber na produção em questão é a relação dual do público. Alguns amam, outros odeiam, muitos ignoram, mas sempre há uma reação frente a Velozes e Furiosos atualmente, ou seja, sempre está se comentando sobre ele de alguma maneira.

Seria possível estender uma longa lista de tópicos que evidenciam toda esta aura que conseguiu-se criar sobre uma franquia composta por atores do segundo escalão em Hollywood, mas o que importa mesmo é que se trata de um filme bem produzido, dirigido e porque não atuado. Tudo funciona corretamente em Velozes e Furiosos e há um propósito (não só financeiro) na obra. É possível afirmar que quando se pensa em carros e ação se vem à mente o título encabeçado por Vin Diesel e Paul Walker. Ainda que apresente suas falhas em algumas cenas, atuações e um roteiro exagerado em certas opções, não se pode deixar de reconhecer o sucesso e evolução desta, não mais obscura, franquia que faz uso de alguns dos objetos de desejo maior dos homens: CARROS e AÇÃO!

Intensidade da força: 9,5

2 opiniões sobre “Velozes & Furiosos 6”

    1. Louco demais é o filme Márcio. Eu já tinha gostado muito do criticado Velozes 5, agora veio um 6 ainda melhor. Eu tento me manter fiel ao que defendo em meus textos: Se o filme consegue entregar aquilo que propõe ele já percorre metade do caminho. Se isso for conseguido com uma parte técnica competente então não tem para onde fugir eu dou a nota mesmo, por mais que se trate uma obra pop sem profundidade ou missão filosófica. Nem só disso vive o cinema. Há mérito neste tipo de produção também e é isso que tanto eu como você sempre tentamos fazer com que outras pessoas possam enxergar.

      Se você for assistir pode até não curtir tanto, mas que irá se divertir pacas com as culhudas monstruosas e bem feitas a vai! AHAHAH!

      Abraços!

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