O Acordo

Título Original– Snitch
Título Nacional– O Acordo
Diretor– Ric Roman Waugh
Roteiro- Justin Haythe/Ric Roman Waugh
Gênero– Drama/Ação
Ano- 2013

– Tudo pelos filhos…

A história de um pai, John Matthews (Dwayne Johnson) e sua luta desesperada para salvar seu filho Jason Collins (Rafi Gavron) de uma condenação por tráfico de drogas é o destaque da nova produção estrelada pelo ascendente ” The Rock” que estará em uma bela quantidade de filmes este ano. Ele já esteve no último Gi-Joe e agora em O Acordo um filme com uma proposta um tanto diferente, mas que tem alguns toques de ação para não deixar o astro totalmente deslocado em seu trabalho.

O jovem Jason é mais um daqueles casos de “lugar errado e hora errada”. A polícia já estava rastreando as atividades de um amigo dele e este se aproveita e implica Jason a fim de não levar toda a culpa no caso. O garoto, com um senso de correção acima do normal para sua idade, recusa-se a delatar o “amigo” e termina pagando por um crime que de fato não cometeu. Seu pai, crendo em sua inocência, não se conforma com a situação e irá tentar ajudá-lo de toda forma, mesmo que isso resulte num risco para si e sua nova família.

Ele aceita ajudar a polícia a prender os chefes do tráfico por traz das remessas e para isso utilizará sua empresa de transportes como forma de acesso a este mundo. Tendo um de seus funcionários, Daniel James (Jon Bernthal), feito parte deste mundo ele tentará ganhar a confiança dos bandidos a fim de que os mesmos caíam na armadilha e a polícia consiga o flagrante. Só que nada disso será muito fácil e o filme foca justamente neste drama, enquanto o filho de John sofre os terrões da prisão.

A obra é interessante também por se inspirar numa história real e o que se tenta aqui é passar a tensão e o risco que algo do tipo envolve. Não há grandes exageros e o longa busca se manter ao máximo firme a uma verossimilhança a fim de prender o espectador. As atuações são competentes no geral, Dwayne Johnson mostra que é o ator com mais “versatilidade” entre seus pares no estilo. Ao contrário do que alguns dizem, sua apresentação é competente, na medida do possível, e não é uma vergonha vê-lo atuando nas cenas que exigem mais entrega, como nos diálogos com o filho, diferentemente do seu colega mais velho Bruce Willis em Duro de Matar 5.

O longa é bastante simples e tenta focar-se mais no drama dos pais (Daniel também tem uma família), essa luta de ambos tentando preservar seus núcleos é o que segura toda a estrutura. As cenas de ação são poucas em quantidade, bem como, em qualidade, mas não chegam a fazer feio, tampouco. Trata-se de uma opção interessante para quem curte algo um tanto mais sério, com um pouco mais de propósito, sem que para isso precise sair deprimido da sala.

Intensidade da força 7,0

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