Jack – O Matador de Gigantes

Título Original- Jack the Giant Slayer
Título Nacional- Jack – O Matador de Gigantes
Diretor- Bryan Singer
Roteiro– Darren Lemke/Christopher McQuarrie
Gênero– Aventura/Fantasia
Ano– 2013

– Diversão revigorada…

Ainda na onda das revisões dos clássicos infantis a bola da vez é com o conhecido por nós como João e o Pé de Feijão. Na língua inglesa trocam o nome de João por Jack (Nicholas Hoult) e agora a história é transformada em alguns aspectos numa aventura com muitos perigos, algumas mortes, transformando a ideia original em algo que atinja um público mais amplo. Aqui configura o melhor exemplo, num contexto geral, de todas estas adaptações das fábulas.

O jovem Jack sempre foi sonhador e seu pai não era de tolher este traço do filho. Ele sonhava com um mundo em que as histórias contadas a ele fossem verdade, pelo menos no aspecto da grandiosidade. Os anos passam e Jack toca sua vida simples no campo com o Tio (Christopher Fairbank) até que ele cruza o caminho da princesa do reino, Isabelle (Eleanor Tomlinson), ainda que no começo ele não soubesse de quem se tratava. A jovem monarca tinha um espírito aventureiro e seu pai, O Rei Brahmwell (Ian McShane) receava pelo seu bem estar.

Ela tinha sua mão dada em compromisso ao Lorde Roderick (Stanley Tucci), mas não desconfiava dos seus planos de usurpar o reino e do seu conhecimento sobre a lenda contada a Jack e outras pessoas do reino quando crianças. Uma história que tratava de um pé de feijão e gigantes que comiam humanos! Ainda que as pessoas já tivessem se esquecido do passado e tudo tivesse se tornado uma lenda, a história era real, mas poucos tinham conhecimento disso. Tentando evitar o plano de Roderick um monge apanha os feijões e termina os entregando a Jack com o aviso: “Nunca os deixe molhar!”. Claro que isso não se cumpre e aventura irá começar daí.

Jack irá participar diretamente das buscas pela princesa que acidentalmente vai parar na terra dos Gigantes no final do pé de feijão e provará que nem só de nobreza no sangue se faz um homem valente. Um filme bem ajustado com boas participações de Ewan McGregor (Elmont) e os demais do elenco. Ainda que a participação de Tucci seja curta ela é marcante, como se espera de um grande ator. A direção de Bryan Synger (X-Men 1 e 2 e voltará no próximo: Dias de um Futuro Esquecido) é muito boa no geral das cenas que envolvem ação. Os efeitos especiais estão muito bons, honrando o belo orçamento de 200 milhões de dólares para a realização do longa.

Porém o que é bom termina por aí. O filme é divertido, mas entra na conta dos esquecíveis, não tem aquele aspecto marcante que faz um filme realmente especial. A história foi bem adaptada, mas é rasinha como tem sido praxe nestas novas revisões e tudo é apenas um pretexto para que a correria se inicie, não há um desenvolvimento dos aspectos. É apenas introdução, ação e fim, muito curto e abrupto, mas com a ressalva que em Jack – O Matador de Gigantes tem-se um filme sólido nos aspectos técnicos e na parte de interpretação. Ainda que não traga a beleza de Gemma Arterton (João e Maria) ou a mesma beleza e intensidade de Charlize Theron em Branca de Neve e o Caçador, o pacote final aqui é muito mais balanceado, sem quedas significativas em nenhum ponto.

Intensidade da força: 7,5

Deixe seu comentário