G.I. Joe: Retaliação

Título Original– G.I. Joe: Retaliation
Título Nacional- G.I. Joe: Retaliação
Diretor- Jon M. Chu
Roteiro– Rhett Reese/Paul Wernick
Gênero- Ação
Ano– 2013

– Retaliação à qualidade…

O primeiro G.I. Joe não foi nenhum primor, mas divertia dentro dos seus limites. Nessa continuação resolveram jogar fora tudo que tinha no anterior, incluindo os atores fazendo outro filme, quase ignorando seu antecessor por completo. O líder Joe, Duke (Channing Tatum) agora tem a companhia de Roadblock (o sempre carismático Dwayne “The Rock” Johnson). Como um torcedor para o sucesso de Dwayne, eu esperava que dessa vez ele estivesse numa produção que permitisse uma boa bilheteria bem como qualidade razoável, mas isso não acontece infelizmente.

Tudo começa mais ou menos onde o anterior termina. O presidente (Jonathan Pryce) dos EUA está refém da organização Cobra que conta com seus líderes presos em tanques de hibernação. A intenção inicial era retirar o grupamento Joe de cena e para isso é feita uma armadilha que dá cabo de quase todo o grupo. Restando apenas 3 membros, Roadblock, Flint (D.J. Cotrona) e Jaye (Adrianne Palicki). O destino do país e de todo o mundo, está por conta deles agora. Mais trivial, batido e fraco que isso impossível, para o estilo.

O ninja Snake Eyes (Ray Park) está separado e segue sua missão de capturar o antigo companheiro e agora rival Storm Shadow (Byung-hun Lee). O filme se desenvolve paralelamente a estes dois grupos até os dois se unirem na parte final. Tudo que tinha de bom no filme anterior é descartado aqui sem dó. Os apetrechos tecnológicos praticamente inexistem e a grande sacada do universo dos G.I. Joe é totalmente jogada fora. Embora o filme tenha tido o orçamento gordo (135 milhões) isso não vira reflexo de cenas bem acabadas e executadas. Tudo é feito sem cuidado, erros crassos de edição e direção contaminam a exibição constantemente. Os tiros das armas parecem traque de massa.

A personagem de The Rock é muito mal explorada e a insistência em focar na fraquíssima Jaye torra a paciência. A trama envolvendo Snake Eyes e Storm Shadow é tão mal inventada que chega a ser risível. Em geral tem-se um longa muito fraco que perdeu todo seu diferencial durante o meio do caminho tornando-se apenas mais um filme de soldados em busca da salvação mundial contra tudo e contra todos. Tudo isso, para completar, feito da maneira mais desproporcional, incoerente, mal executada e descuidada possível. Uma pena para Dwayne Johnson que lança suas fichas no Velozes e Furiosos 6.

Intensidade da força: 4,0

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