A Morte do Demônio

Título Original- Evil Dead
Título Nacional– A Morte do Demônio
Diretor- Fede Alvarez
Roteiro– Fede Alvarez/Rodo Sayagues
Gênero– Terror
Ano- 2013

– Não ficou tão ruim..

Chegou aos cinemas o remake do terror Evil Dead. O original de Sam Raimi (primeira trilogia do Homem Aranha) marcou uma época e deu novo ânimo ao gênero, assim como, lançou o diretor definitivamente para Hollywood. Fazendo uso intenso do “gore”, o filme rendeu ótimas críticas na época e virou símbolo. Agora, a obra está de volta, repaginada, sob as mãos de Fede Alvarez, sul americano pouco conhecido e que tem basicamente curtas em sua carreira.

A premissa básica se mantém. Cinco jovens; Mia (Jane Levy), David (Shiloh Fernandez), Eric (Lou Taylor Pucci), Olivia (Jessica Lucas) e Natalie (Elizabeth Blackmore) vão a uma cabana no meio do nada ajudar Mia a recuperar-se do problema com drogas que já havia resultado até em overdose. O que parecia algo sem sentido inicialmente logo é explicado; a cabana pertencera à mãe dos irmãos protagonistas, por isso a escolha um tanto bizarra. Depois de se instalarem eles já irão se deparar com as primeiras estranhezas.

Eric fica curioso por um estranho livro (mesmo amarrado com arame farpado) e resolve não só abri-lo como o lê, desconsiderando os macabros avisos para não fazê-lo. A partir daí ele liberta uma entidade do mal que se apoderará do corpo de Mia (numa cena para lá de curiosa) e irá trazer estranhos acontecimentos ao grupo. A começar pela possuída que começa a ter um comportamento ainda mais conturbado e, no começo, é confundido com abstinência das drogas, mas logo todos irão perceber que é algo além.

O pânico irá se instalar e todas as tentativas de contornar o problema sempre terão algum obstáculo. A personagem que iria substituir o icônico Bruce Campbell (protagonista do original), David, até faz um bom trabalho, mas a opção por certas mudanças termina contribuindo contra o balanço mais positivo no final. O filme se passa quase que 100% do tempo no mesmo local e isso ajuda na minimização dos custos da produção (apenas 14 milhões, pouco para os padrões de Hollywood). A dúvida permanece quanto a alguns “efeitos”, se ficaram mal acabados por desejo ou por orçamento baixo. Em ambas as hipóteses isso atrapalha bastante no convencimento das cenas e tira um pouco do medo que devam causar.

O elenco mantém a média comum para este tipo de trabalho, não é bom, tampouco horrível, ficando na linha do fraco, mas sem que isso comprometa. Frente à obra original é difícil traçar um paralelo, pois, ao final, seguiram rumos um tanto diferentes em como tratar os acontecimentos e isso interferiu diretamente na impressão causada. Porém, é possível dizer que carece ao atual o carisma e intensidade do antigo.

Não ficou uma releitura ruim, mas, infelizmente não conseguiu causar a mesma reação. Ainda assim é recomendável e traz diversão para amantes do gênero, mas quem não é chegado poderá se incomodar com os exageros. De qualquer maneira o ano já teve um balanço positivo para o estilo independente do restante que virá.

Intensidade da força: 6,5

2 opiniões sobre “A Morte do Demônio”

  1. Velho, chove sangue, pregos na cara, membros amputados, desfacelamentos… queria mais o que? hehehehe

    Ser igual ao original não caberia né? Acho que a pegada “mais terror” caiu bem e sai bastante satisfeito do cinema.

    Open your heart e deixa o mal entrar meu caro hahahah

    1. O mal não foi suficientemente convencedor para que invadisse meu coração! 😛

      Eu curti algumas coisas, mas outras realmente não desceram bem.

      Abraços!

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