Oz: Mágico e Poderoso

Título Original- Oz the Great and Powerful
Título Nacional– Oz: Mágico e Poderoso
Diretor– Sam Raimi
Roteiro- Mitchell Kapner/David Lindsay-Abaire
Gênero– Fantasia/Aventura
Ano– 2013

– Não tão grande nem tão poderoso…

A expectativa pelo lançamento de Oz: Mágico e Poderoso foi muito grande para este ano de 2013. O filme é mais uma super produção da Disney que tenta encontrar uma nova obra que preencha o buraco deixado por Piratas do Caribe, que mesmo com um último filme medíocre ainda ultrapassou a barreira de 1 bilhão. Para isso trouxeram Sam Raimi (primeira triologia Homem Aranha) e reuniram um elenco de peso com James Franco (Oz), Mila Kunis (Theodora), Rachel Weisz (Evanora) e Michelle Williams (Annie / Glinda). O que parecia impossível aconteceu: mesmo com todo o investimento realizado para se construir uma obra sólida e bem pensada o resultado ficou aquém do que poderia ter sido. 

O longa trata dos eventos anteriores a história do Mágico de Oz que muitas pessoas conhecem ou pelo menos ouviram falar. Dessa vez o mágico é o protagonista ainda que a trama, em sua essência se mantenha. Ainda no mundo conhecido, Oscar, é um mágico de circo e assim como os truques que usa para seu espetáculo também tira proveito deles frente outras pessoas. Numa de suas armações ele é perseguido e termina indo parar num mundo estranho que ainda não desconfiava ser uma terra fantástica. Lá ele é recebido por Theodora e de cara já usa seu charme para seduzi-la.

Assim que conhece a realidade daquele lugar ele se arrepende de ter tentado tirar proveito da situação, mas já era tarde demais, agora, ele tinha a incumbência de derrotar a bruxa má que aterrorizava aquela realidade. Durante esta aventura ele se redescobrirá e também a verdade sobre aquele mundo. Recheado com bons efeitos especiais e alguns momentos interessantes, a obra é uma tentativa de aprofundar-se numa história que faz parte do universo infantil de muitas gerações, contudo escorrega em alguns problemas.

O primeiro deles são os próprios efeitos especiais. Para um filme de orçamento de mais de 200 milhões de dólares os defeitos em muitas cenas de CG irritam. Falhas como planos sobrepostos, telas mal compostas em que fica evidente o destoamento do que é real e computadorizado comprometem a experiência visual. O 3D não impressiona também. Apesar de reunir um elenco de algum respeito o único destaque válido vai para a personagem que tinha tudo para ser a mais bobinha de todas, Glinda, representada por Michelle Williams, mas é justamente ela que não desaponta. Mila Kunie e Rachel Weisz não conseguem encontrar um balanço satisfatório para suas personagens, ficando, em diversos momentos, destoando (para mais ou menos) no que deviam demonstrar. O mesmo mal aflige James Franco, na tentativa de ser um trambiqueiro ele ultrapassa o razoável em diversos momentos, deixando a personagem um tanto esvaziada.

Além dos pontos já enumerados há também defeitos em certas transições de cena, especialmente na parte final do castelo, bem como, quando estão na floresta escura, além de outros menores. Todos estes problemas resultam num obra instável e mal acabada, ainda que tenha tido tamanho investimento. A oportunidade de se tentar algo um pouco diferente da trama original também foi perdida com a escolha de seguir à risca a mesma moral da história anterior, aspecto este que poderia muito bem ter sido aliviado, ou melhor, adaptado ao diferente protagonista. Erros de medida que fazem de Oz, o primeiro blockbuster do ano, ser a primeira decepção sob certa perspectiva. Porém, não é de todo ruim e diverte.

Intensidade da força: 7,0

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