Os Croods – Uma Aventura das Cavernas

Título Original- The Croods
Título Nacional- Os Croods – Uma Aventura das Cavernas
Diretor– Kirk De Micco/Chris Sanders
Roteiro- Chris Sanders/Kirk De Micco
Gênero- Animação/Comédia/Aventura
Ano- 2013 

– Pré-história divertida…

Ao final de Os Croods o espectador terá a certeza de que a pré-história pode ter sido para lá de alegre! Trazendo um mix de gêneros da comédia, envolvendo um pouco de aventura e muita dinâmica, o ano começa com o pé direito nas animações. Não se deixe enganar pela impressão dos trailers, o filme é muito melhor do que é primeiramente apresentado. A verdadeira história de uma protagonista feminina divertida e carismática foi feita pela Dreamworks aqui, dando outro tapa na cara da Pixar, novamente.

A família dos Croods vivia no início dos tempos buscando sobreviver a cada dia num mundo cheio de perigos e desafios que sobrepunham a pouca força dos seres humanos que começavam a aparecer pela Terra. O pequeno grupo tinha algumas regras básicas que o permitiam perseverar, enquanto outros já haviam sucumbido perante as terríveis ameaças que os cercavam. Quem não gostava nada dessas regras criadas por Grug era sua filha Eep e isso deixava tudo sempre um pouco mais difícil, mas eles ainda se viravam apesar das discordâncias em como tocar suas vidas.

A relação se complica ainda mais quando Eep conhece Guy um jovem um tanto diferente dela (uma sugestão de que já seria uma nova etapa da evolução dos homens) que já conhecia o fogo entre outras engenhocas altamente avançadas e assustadoras para aquelas pessoas que viviam nas cavernas. O garoto atiça a curiosidade de Eep e logo em seguida começam os terremotos que sugeriam a separação dos continentes. Os Croods são obrigados a se arriscarem para sobreviver e nesta jornada irão reavaliar o que é viver realmente e entender melhor uns aos outros.

O desenvolvimento é muito interessante e bem disposto. A evolução ocorre de forma natural e sem sobressaltos, nunca perdendo o humor com as situações muito criativas sempre dentro do contexto daquele período. Até a forma deles andarem e correrem é lembrada enriquecendo ainda mais a obra. O filme se inspira claramente em Incríveis e em Valente (neste último talvez não tanto, pois a diferença de tempo é curta entre as produções), mas a adaptação ao período ficou super bem feita e divertidíssima. O pai Grug rouba a cena em muitos momentos e mesmo o filho bobo, Thunk, não se perde em exageros típicos daquilo que representa.

Uma animação que mantém a toada que a Dreamworks iniciou em Como Treinar seu Dragão, tentando fazer filmes mais interessantes, menos rasos e com um humor mais voltado para a criatividade e ação do que simplesmente situações embaraçosas e piadinhas manjadas sobre estereótipos. O resultado é um filme acima da média e sem quase nenhum momento de queda. Vale muito a pena conferir seja com sua família ou sozinho. A diversão é garantida.

Intensidade da força: 9,0

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