Killer Joe: Matador de Aluguel

Título Original- Killer Joe
Título Nacional– Killer Joe – Matador de Aluguel
Diretor– William Friedkin
Roteiro- Tracy Letts
Gênero- Drama/Policial
Ano- 2011

– Matador de tédio…

Matthew McConaughey (Killer Joe Cooper) continua sua escalada para tentar se posicionar como um ator mais valorizado por seu trabalho em Hollywood. O galã, mais conhecido pelas mulheres que conquista do que pela profissão que desempenha resolveu dar uma guinada na carreira de uns tempos para cá. Começou com o ótimo O Poder e a Lei e agora vem com Killer Joe. Mesmo sendo um filme antigo (2011), chegou ao Brasil apenas no último fim de semana. Aqui ele interpreta um policial que faz um “bico” como matador nas horas vagas. Um filme um tanto perturbador, especialmente na última terça parte e que mostra que dá para o Matthew buscar algo mais na carreira.

O jovem desocupado Chris Smith (Emile Hirsch) está com problemas novamente, dessa vez a coisa é séria e sua vida está em jogo. Envolvido com drogas ele assume uma dívida que não consegue pagar e recorre ao pai, Ansel Smith (Thomas Haden Church), numa tentativa de salvar sua pele, mas em vão. Ele então vem com um plano cruel e salvador; matar a mãe. Ela tinha um seguro de vida de 50 mil (ficção imita a vida) e o olho do filho desnaturado cresce em cima dessa mixaria que podia, no entanto, salvar sua vida.

É a aí que entra Joe. O seu trabalho não é barato, entretanto. Ele cobra 25 mil pelo serviço, sobrando 25 apenas para ser repartido entre 4 pessoas da família que ainda tinha a mulher de Ansel, Sharla (Gina Gershon) e a irmã de Chris, Dottie (Juno Temple). Uma das cenas interessantes acontece quando Chris tenta convencer o pai que o plano não era tão ruim assim. O problema é que as coisas, obviamente, não saem como esperado e o terror irá se abater sobre a desequilibrada família.

Com momentos de intensidade muito elevados, boa parte deles concentrados no trecho final, Killer Joe é uma obra para quem tem um pouco de paciência, um tanto de estômago e não busca sair com todas as respostas ao terminar de assistir um filme. É baseado numa peça escrita pela mesma pessoa que assina o roteiro e isso é bom e ruim, como sempre, pois temos a intensidade típica deste tipo de encenação, as tomadas cruas e aproximadas, o foco nos diálogos e gestos do elenco ao invés de compor cenas grandiosas. Contudo a estrutura entrecortada às vezes confunde e aparenta mais o aspecto de falha do que de adaptação.

A primeira parte do longa é um tanto arrastada e pode cansar os mais afoitos, todo o interstício que conduz ao ápice da solução do drama conta apenas com breves tomadas de intensidade que até podem passar despercebidas, pois, como dito, o foco aqui são os gestos e diálogos e se isso não for tratado com a atenção que merece perde-se o fio da meada. No entanto é uma obra sólida com uma boa apresentação de Matthew, Thomas Haden está muito bem e até mesmo Emile Hirsche reencontra-se com a boa atuação nesta produção. Uma pedida interessante, mas que deve ser vista respeitando-se suas características, caso contrário poderá ser bem difícil.

Intensidade da força: 7,5

2 opiniões sobre “Killer Joe: Matador de Aluguel”

    1. É mais um daqueles filmes de festival Márcio. Assim como gostam de descer a lenha nos blockbusters o mesmo pode se dizer deste tipo de filme. Eles tem quase sempre um caminho a seguir um tipo de tratamento e como tudo na vida há boas e más repercussões com tais escolhas e Killer Joe não foge a esta regra.

      É que o título engana muito e sugere algo voltado para a ação ou um suspense policial, mas não é esta a verdadeira tônica da obra, nem de longe.

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