O Voo

Título Original- Flight
Título Nacional– O Voo
Diretor– Robert Zemeckis
Roteiro- John Gatins
Gênero– Drama
Ano- 2012

– Voos instáveis…

O diretor Robert Zemechis é responsável por um dos filmes mais cativantes já concebidos, Forrest Gump. Uma obra que lançou Tom Hanks definitivamente ao estrelato que goza até hoje. Depois disso ele realizou bons filmes, mas sem o mesmo destaque. Agora, em parceria com Denzel Washington (Whip Whitaker), ator já consagrado, mas que há tempos não concorre em prêmios importantes, ele consegue ao menos voltar aos holofotes das premiações mais importantes do cinema, mesmo que muito disso se deva à boa atuação de Denzel.

O comandante Whip é muito bom no que faz tão bom que se deixou levar pela arrogância e falta de objetivos maiores na vida. Com uma vida desregrada ele embarca na aeronave 227 para um voo que iria representar um marco em sua vida. Perto da chegada o avião encontra problema e começa cair. Whip, contudo, não se deixa levar pelo desespero e tenta de todas as formas salvar a todos. Num manobra impensável e com alguma dose de sorte ele faz o impossível e evita um desastre ainda maior.

Só que a história para ele começava ali. Após recolherem amostra de seu sangue percebem que ele estava drogado e alcoolizado e uma investigação se inicia. Sob os esforços extenuantes do advogado Hugh Lang (Don Cheadle) e Charlie Anderson (Bruce Greenwood) começa uma batalha para tentar livrar o piloto da situação em que se encontrava. Em contrapartida ele se afundava mais e mais na bebida.

O longa trata basicamente do drama que o álcool pode trazer à vida de uma pessoa. Existem também outras questões de menor importância como: “Até que ponto um erro atenua outro?”, críticas às companhias aéreas e sindicatos, entre outras questões. O dilema pessoal do protagonista é que ganha maior atenção aqui. Em mais uma interpretação sólida de Denzel Whashington é possível notar até que ponto este vício pode derrubar uma pessoa e tudo que ela pode perder se deixando vencer pelo problema.

A forma de abordagem é simplista e não busca polemizar. É bem feijão com arroz, como costumam ser as produções do diretor, mas sem muitos exageros a ponto de depreciar a obra. Existem alguns pontos altos como a cena da queda do avião, passando muito bem o drama vivido neste tipo de situação. Outro momento marcante é a breve discussão existencial na escada do hospital com o doente terminal, simplesmente genial, mesmo que perca um pouco de sua relevância à medida que o tempo de exibição se esvai.

Um filme seguro, mas que não se arrisca, não inova ou excede em qualidade em algum ponto específico, assim pode ser resumido O Voo. Com mais uma boa atuação, Denzel Whashington vai concorrer ao Oscar mais uma vez o que é algo muito bom para a carreira do ator, mas nem se trata de uma de suas melhores interpretações. Vale a pena conferir, mas não está no patamar de outros concorrentes deste ano.

Intensidade da força: 7,5

2 opiniões sobre “O Voo”

  1. Para mim Zemeckis é mais notório pela trilogia “De Volta para o Futuro” ou “Uma Cilada para Roger Rabit”, mas o náufrago é realmente um filme ‘cativante’.

    Quanto “Flight” é realmente um filme em que ele não se arrisca muito, prefere seguir um caminho confortável (sem muitas turbulências) e encontra ainda uma atuação muito boa (como sempre) de Sir Denzel.

    Um bom filme, uma história ‘ok’ e vamos pra frente.

    1. Bem isso mesmo Márcio. Gosto de De Volta para o futuro (quem não gosta?), mais pelo jeito como conta a história (maior mérito dele, sem dúvidas) do que outra coisa.

      Também gosto de O Náufrago, mas para mim, dele, nada melhor que Forrest Gump. Quanto a O Voo é bem isso mesmo. Vamos continuar voando para ver acontece algo realmente interessante. EHEHE.

Deixe seu comentário