O Último Desafio

Título Original- The Last Stand
Título Nacional- O Último Desafio
Diretor- Jee-woon Kim
Roteiro- Andrew Knauer/Jeffrey Nachmanoff
Gênero- Ação
Ano– 2012

– O novo desafio…

…É marca dessa produção que chegou aos cinemas nacionais em janeiro. Arnold Schwarzenegger (Ray Owens) volta como protagonista pela primeira vez desde que saiu da vida política. Num obra que remete aos tempos áureos em que ele era o cara que resolvia tudo, também se usa a mesma proposta, porém sem tentar esconder os efeitos da idade. Aqui Schwarzenegger não tenta ignorar tal fato, mas sim fazer disso mais um aliado em seu trabalho e o resultado é positivo.

Como Xerife de uma pequena cidade no interior do Texas ele atua com outros três auxiliares, Mike Figuerola (Luis Guzmán), Sarah Torrance (Jaimie Alexander) e Jerry Bailey (Zach Gilford). Nesta pequena comunidade ele não encontra grandes desafios e consegue seu objetivo de se afastar de um passado turbulento que o fez escolher o estilo de vida pacato. Mal sabiam eles que o perigoso bandido Eduardo Noriega (Gabriel Cortez) tinha um plano de escapar da prisão e que passava em algum momento pela pequena cidade.

Enquanto estava sendo transferido pelo FBI, há um ataque ao comboio que escoltava o bandido e ele foge fazendo uma agente refém, Ellen Richards (Genesis Rodriguez). Ele vai tentar fugir pelo México e a cidade em que o Xerife Ray trabalha será um dos caminhos. A perseguição se inicia e todas as tentativas de interromper o criminoso são em vão, restando apenas os policiais da pequena cidade para frustrar os planos do vilão. Só que eles não imaginam que irão lidar com um obstáculo difícil de ser derrubado.

Seguindo a linha básica deste tipo de produção, não há surpresas. É a receita de bolo típica já conhecida; o bandido irá enfrentar seu antagonista que aparentemente não é de nada, com uma chance improvável de vitória, será subestimado pelo inimigo e o roteiro segue o “feijão com arroz” bem tradicional. O ponto positivo fica pela volta de Arnold e pela boa participação de Santoro (Frank Martinez) que mesmo pequena tem um período razoável na tela. O longa tem alguns méritos, como o de não forçar situações nem tratar o protagonista fora de sua realidade, mas a premissa do “exército de um homem só” está lá da forma mais típica possível.

É um filme que conseguirá entregar uma diversão razoável a quem arriscar dar uma chance, mas não dá para esperar nada além disso. As atuações também são bem bobinhas e banais com um pequeno alívio para a personagem do Rodrigo Santoro. Fora isso, é rever um dos ícones do cinema de ação dos anos 90 de volta e torcer para que ele apareça mais vezes em outras produções.

Intensidade da força: 5,5

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