O Lado Bom da Vida

Título Original- Silver Linings Playbook
Título Nacional- O Lado Bom da Vida
Diretor- David O. Russell
Roteiro- David O. Russell/Matthew Quick
Gênero- Drama/Romance/Comédia
Ano- 2012

– É assim que se faz uma comédia romântica…

Não é a toa que O Lado Bom da Vida causou o rebuliço que o levou a concorrer a inúmeros prêmios, dentre eles 8 indicações ao Oscar, metade só nas atuações do elenco que encabeça a obra. É um filme criativo, bem estruturado, simples e complexo, divertido e triste. Um mix de emoções poucas vezes tão bem arranjado e administrado pelas mãos de David O. Russel (O Vencedor) que não tem muitos trabalhos na carreira, mas é daqueles que normalmente se envolve em coisas bem feitas.

A história tenta mostrar como é a vida de uma pessoa que tem problemas psicológicos, mais precisamente o distúrbio bipolar, mas não se foca nisso tão somente. Os que estão ao redor também tem o seu destaque, aqui, habilmente interpretados por Robert De Niro (pai) e Jacki Weaver (Dolores). O papel principal é de Bradley Cooper (Pat) ainda que Jennifer Lawrence (Tiffany) tenha sido escalada também como protagonista. É praticamente um diário da vida de uma pessoa com este problema e a constante luta para se encarar todo o sofrimento que isto causa.

Só que nem só de drama vive O Lado Bom da Vida. A comédia foi outra forma vista por David (que também assina o roteiro) para lidar com este problema. Somente pessoas muito especiais são capazes de aliviar um drama com o riso, e esta difícil missão é feita com extrema naturalidade e leveza pelo diretor durante o desenrolar dos acontecimentos. No momento em que resolve colocar os dois bipolares em confronto e ao reuni-los como um casal é o momento em que a obra brilha mais intensamente. Com um Bradley Cooper afiadíssimo na interpretação é uma pena vê-lo disputar o Oscar com o mito DDL e um Hugh Jackman incomparável, mas ele demonstra que reúne todas as qualidades que um bom ator deve possuir.

Por outro lado, Jennifer entrega uma interpretação interessante, mas não tão rica quanto à do seu colega. Talvez, devido à ausência de nomes em quantidade para concorrer é que ela desponte com tanta força na disputa para Oscar. Até o exagerado Chris Tucker (Danny) encontrou equilíbrio em sua atuação neste longa. O que não faz uma boa direção por um ator.

Todavia, O Lado Bom da Vida tem suas falhas e são aquelas típicas de um filme de comédia romântica. A famosa fórmula está lá se for vista com um pouco mais de atenção, entretanto envolta numa cortina tão bonita e segura que muitos nem perceberão este fato. A decisão de O. Russel de segui-la à risca talvez tenha sido seu maior mérito, mas é daquelas decisões em que mesmo o melhor traz algum prejuízo, não suficiente para enfraquecer demais o pacote final. É um filme acima da média e que merece toda a ovação recebida.

Intensidade da força: 9,0

4 opiniões sobre “O Lado Bom da Vida”

  1. Pra mim excelente, como toda comédia romântica deveria ser mesmo.

    Me diverti e comprei tanta a história, sim a fórmula estava lá mas eu estava torcendo loucamente pelo final feliz, que não tenho nada do que reclamar aqui.

    E agora que Jennifer ganhou o Oscar de melhor atriz o seu comentário sobre a atuação dela, o qual eu concordo, atua bem mas nada de extraordinário, faz mais uma voz ao coro de que, talvez, o Oscar devia ter sido entregue para a “vozinha” de Amour.

    Enfim, coisas da vida, coisas do cinema.

    1. Este Oscar me desapontou bastante nas premiações principais, tanto que estou analisando a possibilidade de fazer um post comentando a festa. Sei lá, resolveram fatiar demais e terminou-se não se fazendo muita justiça a ninguém.

      Argo melhor filme? Doloroso….

      Quanto ao oscar da Jennifer é aquela coisa. Deram um Oscar para a Hale Berry, que nunca me convenceu muito como atriz, mas e depois? Nada! Eu não duvido nada que a Jennifer seja a mesma coisa.

      A velhinha do Amour não ganhou nada porque o Oscar quis se aproximar mais da nova geração este ano inovando em várias coisas, mas, para mim, se teve uma atuação foda este ano entre as mulheres foi a Naomi Watts.

      Como Rubens comentou a maior injustiçada do ano foi ela. Jogada num filme que pouca gente viu e considerou, mas teve uma representação excelente.

  2. Sensacional o filme.

    No início eu e minha namorada estranhamos, todo mundo ser louco, auhahuahuauhauha, eu já estava com pé atrás, pois era uma comédias romântica, mas o filme é tão bem feito, mas tão bem feito, que achei sensacional. SENSACIONAL.

    Sem spoiler, mas o pulo no final ahuauhhuaahuua ri muito, mas muito mesmo ahuahuahuauhahuahuahuauhhuaauh foi excelente.

    1. AHAHA! Este filme mostra que é possível se fazer uma boa comédia romântica sem ficar bobo. Essa cena que você mencionou é muito boa mesmo, aliás, toda a dança, vergonha alheia total.

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