João e Maria: Caçadores de Bruxas

Título Original- Hansel & Gretel: Witch Hunters
Título Nacional- João e Maria: Caçadores de Bruxas
Diretor– Tommy Wirkola
Roteiro-Tommy Wirkola/Dante Harper
Gênero– Ação/Fantasia/Terror
Ano– 2012

– Historinha para adultos…

Mais um filme na onda de clássicos infantis revisitados, João e Maria chega aos cinemas, com um elenco menos estelar do que Branca de Neve e o Caçador, mas com uma expectativa um pouco melhor. Diferentemente do seu primo rico, aqui temos Jeremy Renner (João/Hansel) e Gemma Arterton (Maria/Gretel) como protagonistas, com outras participações conhecidas, mas menos populares, como a vilã Muriel (Famke Janssen). Ao invés de focar em chamar a atenção pelos nomes envolvidos, aqui se buscou trazer uma produção mais divertida sem maiores pretensões.

A história é bem curiosa, pois começa exatamente como muitos já tem em suas mentes. João e Maria são abandonados pelos pais na floresta e terminam por encontrar uma casa feita de doces, só que a bruxa que lá residia é ainda mais assombrosa que a típica da história original e é a partir daí que já se notam as diferenças. Ao invés de se afastar da história clássica, aqui se tem uma reimaginação da mesma, mas muito mais “dark” e sobrenatural. A fantasia é muito mais perigosa e a morte é realmente impressionante.

Os protagonistas já derrotam sua primeira inimiga e com isso dão os primeiros passos para uma vida de caçadores de bruxas. Num mundo em que estes seres constantemente aterrorizam as populações, a limpeza fica por conta do casal de irmãos. Até que eles chegam a uma cidade que tinha problemas mais sérios e neste local irão descobrir um plano muito mais audacioso e perigoso que as bruxas estavam tramando. É em cima dessa premissa que a trama é estruturada.

O longa conta com boas atuações da dupla principal e a vilã também cumpre bem seu papel, de resto é um típico filme de ação desmiolado. Tudo é bem rápido, desde o começo até o final, não há muito espaço para desenvolvimentos. O foco é a matança “artística” das inimigas e o uso de um 3D que fazia muita falta, arremessando coisas, literalmente, nos espectadores. Ficou muito divertido isso, ainda que algumas pessoas torçam o nariz para este tipo de recurso, neste tipo de produção o mecanismo ficou bastante adequado, dando um toque a mais à obra.

Não espere algo mais da produção. Ela é simples, despreocupada e por isso sofre dos males comuns a este tipo de trabalho (será facilmente esquecido, mas durante a exibição te proporcionará uma boa diversão). Para quem busca algo mais intenso, com uma pitada de criatividade é um prato cheio e deverá agradar, mas não se iluda querendo algo mais que isso.

Intensidade da força: 6,0

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