A Viagem

Título Original- Cloud Atlas
Título Nacional- A Viagem
Diretor- Tom Tykwer/ Andy Wachowski
Roteiro– David Mitchell/ Lana Wachowski
Gênero- Ficção/Aventura/Ação
Ano– 2012

– Viagem enevoada…

Os cinemas estão exibindo a mais nova obra sob a regência dos irmãos Wachowski, A Viagem, baseado num livro o filme conta a história de algumas pessoas por entre gerações distintas, desde os tempos da abolição nos EUA até um futuro bem distante, quando a terra já não é mais a mesma que conhecemos. Com uma estrutura de desenvolvimento mais intricada, o longa pode não agradar a todos, até porque passa a falsa sensação de mais movimentado nas cenas de divulgação postas nos trailers.

Sob a liderança de um grupo de atores, todos se revezam entre as diversas personagens retratadas. São eles Tom Hanks (Dr. Henry Goose/Hotel Manager/Isaac Sachs/Dermot Hoggins/Cavendish Look-a-Like Actor/Zachry), Halle Berry (Native Woman/Jocasta Ayrs/Luisa Rey/Indian Party Guest/Ovid/Meronym), Jim Broadbent (Captain Molyneux/Vyvyan Ayrs/Korean Musician/Timothy Cavendish/Prescient 2), Hugo Weaving (todos os vilões e a enfermeira) e Jim Sturgess (Adam Ewing/Poor Hotel Guest/Megan’s Dad/Highlander/Hae-Joo Chang/Adam/Zachry Brother-in-Law). A lista prossegue ainda para tantos outros. Uma das coisas interessantes do longa está nessa constante troca de papéis vividas pelos atores, dando um toque bastante interessante, pois cada um passa por transformações bastante marcantes.

A personagem de Tom Hanks tem um destaque um pouco maior que as demais e é um dos que mais se destacam na interpretação de sua personagem. O filme conta com um elenco bem afinado, ciente do que precisa fazer e executa um bom trabalho. A parte da equipe técnica também cumpre bem seu papel com uma direção relativamente segura, boa continuidade e edição. O pecado fica por conta mesmo da estrutura escolhida para o filme e o tempo dado para o seu desenvolvimento, talvez, numa busca de proximidade com o livro em que se funda. Houve um alongamento exagerado, resultando numa obra cansativa no seu terço final, pois tudo parecia não ter mais importância para tentar se justificar os fatos, resultando apenas no estiramento sem propósito da produção.

Ressalvado o aspecto da duração, o filme tem seus méritos por ser uma obra diferente, com uma abordagem pouco usual, intercalando o passado e futuro de uma maneira que o espectador se identifique com cada retrato de época apresentado para que, ao final, tudo possa se juntar fechando uma enorme figura que conta cada história e explica como tudo está conectado e tem um sentido na roda da vida. Se o filme for encarado da forma correta por quem for assistir pode ser uma atividade interessante e enriquecedora, do contrário poderá ser levado por uma grande frustração devido à condução da estrutura dos eventos.

Intensidade da força: 7,5

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