A Origem dos Guardiões

Título Original– Rise of the Guardians
Título Nacional- A Origem dos Guardiões
Diretor- Peter Ramsey
Roteiro– David Lindsay-Abaire/William Joyce
Gênero– Animação/Comédia
Ano– 2012

– A origem da fantasia…

Quando o longa se inicia já é perceptível a busca do encanto perdido nos dias atuais. Tudo é muito brilhante, colorido, mágico. Uma verdadeira odisseia dos sonhos infantis, mas será que se adéqua bem aos tempos atuais de crianças conectadas, que não se divertem mais com LEGO, não esperam mais pelo Papai Noel ou pela Páscoa a não ser pelas recompensas que trazem? Há um pouco desse alerta em A Origem dos Guardiões novo filme da Dreamworks, dos mesmos produtores do ótimo Como Treinar Seu Dragão que chegou às salas nacionais no último final de semana.

A história se foca em Jack Frost uma lenda infantil mais comum dos países frios e anglo-saxões, e mesmo lá anda meio em baixa. Ainda que nos cartazes o mais destacado seja o imponente e diferente Papai Noel, o foco é nessa outra personagem. O mundo estava calmo até que uma nova ameaça ressurge das sombras, o Bicho-Papão, e ele tentará reconquistar o destaque perdido no imaginário infantil custe o que custar. Frente a esta ameaça os guardiões dos sonhos infantis são convocados e terão um novo integrante, Jack. A princípio há muita discordância quanto à escolha, e até mesmo o próprio escolhido não quer assumir tal incumbência, mas o temor da grande ameaça fará com que todos se juntem.

O longa não se foca na comédia boba e pouco inteligente, ao contrário, busca se voltar mais para o tom da aventura com ação, misturando as novas roupagens dadas a estes personagens. Ninguém imagina um Papai Noel fortão e desafiador ou um Coelho da Páscoa brigão e cabeça-dura, porém estas apresentações dão um toque todo especial e único a história. Não é que não hajam momentos divertidos, mas estes seguem outra tônica não tão apelativa como costuma acontecer nestas produções. Além disso, o foco principal não é este, mas sim despertar a criança nos adultos e embarcar as crianças num mundo que, hoje em dia, parece cada vez mais distante delas.

O filme é tecnicamente excepcional, como esperado (pelos trailers), não haverá rivais para ele este ano. Se fosse para ganhar o Oscar por qualidade técnica A Origem dos Guardiões levaria com um pé nas costas. A animação é soberba com recursos muito avançados que dão uma apresentação visual muito impressionante, aliado a uma parte artística de um bom gosto singular e pouco antes visto no gênero, a não ser em outras produções excepcionais como Wall-E e Ratatouille. Estes aspectos se combinam perfeitamente com a história e ajudam a compor a obra como um todo de forma muito harmônica.

É um filme eminentemente infantil em sua essência e feito para sonhar então, se você já está endurecido pelos problemas da vida ou não liga muito para tais lendas, não é recomendado assistir. As crianças, entretanto, irão se divertir muito, mesmo que pouco familiarizadas com alguns personagens, pois o visual ajuda nessa fixação. Um filme imperdível e que nos faz esquecer por um breve momento de todo este porre circundante e simplesmente embarcar num universo que, infelizmente, só existe na ficção.

Intensidade da força: 9,0 

2 opiniões sobre “A Origem dos Guardiões”

    1. O filme me agradou muito Márcio e me faz pensar como devo criar meus filhos. EHEH. Sério, mas acho essa parte de ser criança e viver este período intensamente fundamental e na minha concepção a imaginação e fantasia passam por isso e história assim remetem a tais sentimentos eu quero muito que meus filhos possam viver isso e espero conseguir.

      Vi Detona Ralph e, ainda que seja um bom filme, não alcança o carisma e classe de Origem dos Guardiões.

      Abraços.

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