Gonzaga – De pai para filho

Título Original- Gonzaga – de Pai pra Filho
Título Nacional- Gonzaga – de Pai pra Filho
Diretor– Breno Silveira
Roteiro– Patricia Andrade
Gênero- Biografia/Drama
Ano- 2012 

– Do Nordeste para o Brasil…

É a oportunidade ofertada aos espectadores do cinema nacional com a estreia dessa produção que promete contar um pouco mais dessa figura icônica de nossa música, cultura e povo. Um artista completo que aprendeu com a vida a se adaptar aos constantes obstáculos impostos, ainda que, muitas vezes, suas escolhas não tenham sido as mais acertadas, porém foi graças a este conjunto de elementos que foi forjada a história desse personagem único do nosso país.

Tudo começa lá de trás, quando Luis Gonzaga (Land Vieira, Chambinho do Acordeon e Adelio Lima) ainda era um adolescente e ainda dava os primeiros passos em sua vida. Sempre motivado pela emoção cometeu seu primeiro erro ao desafiar o coronel da região, Raimundo (Domingos Montagner), sendo forçado a deixar a localidade por temor à sua vida. Daí em diante ele segue os rumos que o momento lhe apresentava, passando pelo exército durante 10 anos, nos quais forçou sua condução para o corneteiro da companhia. Depois desse período ele se dirige ao Rio de Janeiro aonde depois de muitas idas e vindas irá finalmente encontrar seu rumo musical.

No Rio ele irá viver aquele que teria sido seu maior amor, Odaleia (Nanda Costa), com ela terá um tórrido romance, com momentos conturbados que gerarão um filho, Luis Gonzaga Jr.(Alison Santos, Giancarlo di Tomazzio, Julio Andrade). Boa parte de toda essa narrativa estaria numa fita na qual Gonzaguinha teria entrevistado seu pai, num dos inúmeros momentos em que os dois tentam reatar o convívio, sempre marcado por desencontros.

O longa tem seus méritos. Entre eles a trilha sonora que, segundo Breno Silveira, não foi concebida como trilha, mas sim como parte da história (faz sentido). Contudo, funciona muito bem como trilha, pois toda a vida de Gonzagão está retratada nos versos de suas músicas, uma verdadeira narrativa poética de tudo que marcou seus momentos na terra. A escolha de optar por atores que não são do ofício tem seus méritos e funciona bem para o risco envolvido com tal opção. Claro que também apresenta seus contras com interpretações inconstantes, especialmente de Chambinho e dos atores escolhidos para ser Gonzaguinha jovem (teoricamente seriam atores de profissão).

A direção opta por uma abordagem mundana dos fatos com decisões um tanto piegas e carregadas de exageros dramáticos. A obra poderia ter sido muito mais focada no artista Luis Gonzaga do que na pessoa em si, mesmo que o propósito básico tenha sido tratado, a forma ficou um tanto simplória demais e apelativa em diversos momentos, buscando com tal manobra cativar o público mais desatento. O filme carece um pouco de substância e nisso reside seu maior pecado, mas ainda assim é uma produção que merece a sua atenção nem que seja para conhecer um dos maiores nomes de nossa cultura e entender os motivos de muitas de suas músicas.

Intensidade da força: 6,0

2 opiniões sobre “Gonzaga – De pai para filho”

    1. Faz bem mesmo Márcio. O filme é bem mais ou menos e segue a mesma linha de Dois Filhos de Francisco, mas com um pouco mais de carisma, pois Luís Gonzaga tem uma história de vida muito mais rica do que a deles.

      Todavia a condução é na mesma toada. Você confirmará quando chegar à TV.

Deixe seu comentário