Argo

Título Original– Argo
Título Nacional- Argo
Diretor- Ben Affleck
Roteiro– Chris Terrio/Joshuah Bearman
Gênero– Ação/Drama
Ano- 2012

– Ficção e realidade…

Os filmes costumam se basear em situações reais muitas das vezes a fim de construir a estrutura para as suas histórias. O que acontece quando a realidade vira o tema principal e o filme o pano de fundo? É nesse mistura que se passa a bem avaliada produção que estreou nos cinemas, Argo. Dirigido por Ben Affleck, que também tomou coragem para atuar nesta adaptação de uma curiosa situação passada no período da crise com o Irã no começo dos anos 80.

As famosas intervenções em nações alheias feitas pelos EUA são o estopim para a crise que se abate entre as duas nações e que, de certa maneira, perdura até hoje. Sempre de olho nas reservas petrolíferas da região, os americanos resolvem articular um golpe para retirar do poder um político nacionalista e põe em seu lugar um que atendesse seus interesses, com o passar do tempo este novo regente se revela um opressor que faz o povo iraniano passar por terríveis agruras.

Cientes de que todo aquele sofrimento fora causado por artimanha dos americanos, o povo iraniano se insurge e força o tirano a sair do país. Ele então pede asilo nos Estados Unidos que, obviamente atende à demanda e causa uma terrível celeuma entre as duas nações. Juntando todo o sofrimento imposto àquele povo com a cobertura dada aos seus atos criminosos pelos EUA, eles resolvem atacar a embaixada do país no Irã, trazendo terror para os que ali trabalhavam.

Durante a invasão um grupo consegue fugir e se esconde na casa do embaixador canadense. É a partir daí que começará toda a trama base do longa. A CIA irá ser acionada por meio de Tony Mendez (Ben Affleck) para tentar “exfiltrar” o grupo de refugiados da embaixada canadense. O problema era como fazer aquilo numa situação extrema na qual se encontrava aquele país. Entre planos esdrúxulos considerados, o que termina vencendo é o “menos ruim” e que dará título à operação e ao longa em destaque, Argo.

A missão consistia em infiltrar-se no Irã como produtor de um filme e assim conseguir extrair os cidadãos americanos sitiados na casa do embaixador canadense. O que marca nesta produção é a própria história em si e isso é habilmente mantido coeso pelas mãos de Ben Affleck que também não compromete na atuação, muito embora deixe transparecer sua inexpressividade em muitas ocasiões, aliviada aqui pela desculpa de ser um agente secreto. A tocada mistura-se aos acontecimentos reais da época e a busca pela fidelidade é a marca mais presente na obra.

O que se busca em Argo é o entendimento de que sacrifícios são necessários e, agora, poder se contar tal história. Como o jogo político brinca com a vida humana e muitas vezes estas ações não passam incólumes. As atuações conseguem se manter dentro da proposta de veracidade e ainda que alguns exageros cinematográficos se façam presentes em certos momentos eles mais ajudam que atrapalham e mantém o ritmo firme da película. É uma obra que mostra uma faceta esquecida de como se fazer filmes retratos e demonstra o amadurecimento de Ben Affleck como diretor (já que como ator parece não haver remédio). Uma ótima pedida neste período final do ano e que agrega pela originalidade da abordagem como pelo que se funda.

Intensidade da força: 8,0

3 opiniões sobre “Argo”

    1. Acredito que tenha boas chances também Márcio. Até porque tenho ouvido falar pouco dos concorrentes até então. Me parece que Lincoln ficou muito bom, mas não tanto quanto alguns imaginavam, mas duvido que DDL não esteja supremo como protagonista e já torço, sem nem mesmo ter visto ainda, para que ganhe o Oscar este ano. EHEH.

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