007 – Operação Skyfall

Título Original- Skyfall
Título Nacional– 007 – Operação Skyfall
Diretor– Sam Mendes
Roteiro- Neal Purvis/Robert Wade
Gênero– Ação/Policial
Ano- 2012

– Céu abaixo…

É a entrada de Javier Bardem (Silva) que rouba a cena assim que resolve aparecer na tela neste novo 007 (Daniel Craig). Antes de sua chegada o filme já conseguia dar uma ótima impressão, com um agente mais humano e carismático, diferentemente do assassino cruel que se tentou criar na aventura anterior. Todo este novo balanço para a personagem ajuda a aproximar mais o espectador do que está sendo exibido e a tocada realista está ainda mais presente nesta nova aparição.

Bond está numa perseguição em busca de algum item valioso tanto que até mesmo M (Judi Dench) está acompanhando a missão de perto, querendo saber cada passo dado. Nesta luta ele está acompanhado de uma ajudante, Eve (Naomie Harris), e ambos estão tendo dificuldades com a missão. Numa escolha errada a missão falha e tudo parecerá perdido, até mesmo Bond.

Durante certo tempo ele tentará seguir uma vida “normal”, mas a antiga rotina sempre o persegue e quando acontecimentos importantes põem em risco o seu país ele atenderá ao chamado da pátria e aceitará mais esta missão que, a princípio, parece um tanto impossível. Neste retorno, as coisas estarão diferentes e o status de Bond na agência não é mais o mesmo, até porque o supervisor do órgão, Gareth Mallory (Ralph Fiennes), não tem a mesma confiança que M no principal agente.

Depois de algumas incursões todos irão descobrir que o inimigo é um dos mais perigosos que Bond já enfrentara e, ainda que ambos se aproximem em certos aspectos, a nova linha traçada para o protagonista neste longa dá o panorama exato de onde os rivais se distanciam. O marco maior dessa obra é que finalmente Bond terá um antagonista à sua altura e que parecerá imbatível em muitos momentos, conferindo certa dramaticidade pouco antes vista nos episódios da franquia.

A produção ainda conta com momentos muito inspirados da direção como a luta nas sombras no prédio que é um show a parte e também uma homenagem a outras obras do passado, além da própria perseguição inicial, muito bem gravada e conduzida. Em contrapartida a estes momentos de elevada qualidade temos decisões questionáveis como alguns “vacilos” inconcebíveis do vilão que se afastam da imagem dada a ele durante sua apresentação. A parte sonora é bastante competente na maior parte do tempo, muito embora utilize de recursos já desgastados em algumas entradas.

Este Bond é sem dúvidas o melhor desde muito tempo. Consegue aliar a modernidade, a elegância (marca registrada do “herói”), homenagens na medida certa, realismo, além de alguns exageros que fazem parte também do universo em retrato. Todos estes aspectos se unem para dar vida a uma obra muito bem acabada e com poucas arestas. Provavelmente, ao final do filme o espectador ficará satisfeito ao saber que a continuação é uma certeza, demonstrando que aquilo que foi apresentado merece retornar.

Intensidade da força: 8,5

4 opiniões sobre “007 – Operação Skyfall”

    1. Sou da mesma opinião Reiner. Não gostei nenhum pouco de Quantum of Solace, mas este filme está com uma direção bem distinta do anterior. Pode ir sem medo.

    1. Pois é Márcio. Filme consistente e bem construído. Alguma críticas mais duras que li por aí caem naquele erro clássico de querer pensar demais o que se quis alcançar com tal ideia e blah, blah, esquecendo-se de realmente assistir o que ocorre na tela.

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