Um Divã para Dois

Título Original- Hope Springs
Título Nacional- Um Divã para Dois
Diretor– Olivier David Frankel
Roteiro– Olivier Vanessa Taylor
Gênero– Comédia/Drama/Romance
Ano- 2012

– Um divã no cinema…

É a sensação transmitida ao conferir o título em cartaz. O casal que protagoniza a trama, Kay (Meryl Streep) e Arnold (Tommy Lee Jones), vivencia a crise da terceira idade, em que após anos de convivência encontram-se num momento de estagnação no qual o casamento se tornou uma mera rotina e aquilo que representa ficou completamente esquecido no inconsciente de ambos. Num esforço para tentar recuperar o que foi perdido, Kay investe suas economias numa terapia com o Dr.Feld (Steve Carell) ao passo que tenta convencer seu parceiro a se juntar a ela no programa. Apesar de resistir à ideia no princípio, ele termina se rendendo e segue a companheira. 

O local escolhido não poderia ser melhor, a beleza natural é um convite ao romance muito embora Arnold não avalie a situação por este prisma. Ao chegar ao local eles iniciam sua terapia e a partir de então começa o drama que será transmitido ao longo da exibição. O casal se acomodou com passar dos anos e a convivência se tornou um mero detalhe em suas vidas. Kay enxerga o problema, mas, por outro lado, seu marido não vê a situação com os mesmos olhos.

A trama se passa quase inteiramente no consultório do terapeuta, os diálogos são o foco, no entanto não conseguem convencer. Apesar de tratarem de problemas reais que podem afligir boa parte dos casais a minimização termina simplificando demais toda a situação que se tenta retratar. O que poderia ser uma lição de como se reaprender a viver num momento avançado da vida se reduz a algumas situações constrangedoras vivenciadas pelos “velhinhos” que encabeçam a história. Os papéis são definidos de maneira simplória e, na tentativa de trazer humor aos problemas, tudo não passa de uma grande piada que pode terminar com o esvaziamento da proposta inicial que a obra se propõe.

A busca pela proximidade com o público se retrata na caracterização dos personagens, totalmente estereotipados e que ao final se distanciam do público dando a sensação de que tudo aquilo não passa de uma obra de ficção. Ainda que Meryl Streep apresente uma interpretação fora do usual isso não é suficiente para dar à trama a substância desejada. É possível encontrar algumas risadas isoladas durante a exibição, mas nada que realmente justifique a expectativa criada pelo elenco envolvido.

Intensidade da força: 5,0

Deixe seu comentário