Looper

Título Original– Looper
Título Nacional– Looper: Assassinos do Futuro
Diretor– Rian Johnson
Roteiro-Rian Johnson
Gênero– Ação/Ficção
Ano– 2012

– Looping…

Setembro de 2012 poderá ser conhecido como o mês dos filmes de ação com ficção. Após O Vingador do Futuro e Dredd é chegada a vez de Looper longa que conta com elenco de razoável destaque, mas que não emplacou bilheteria lá muito boa, mostrando porque produções com tal temática andam cada vez mais raras hoje em dia. Num momento atípico para o gênero vieram três em sequência, mas nenhum deles teve o cartaz merecido. O mais fraquinho da leva ficou com a maior bilheteria, tudo bem que muito disso se deveu a ser um remake, porém dá para se aplicar o entendimento de que normalmente quanto melhor a obra pior a bilheteria. Desapontante.

Agora é a vez do queridinho do momento, Joseph Gordon-Levitt (Joe), ter sua vez como protagonista e, mais uma vez, ele atende às expectativas, contudo nada de extraordinário, na média. Num futuro não muito distante um novo tipo de queima de arquivo é inventado e quem realiza o trabalho sujo são assassinos denominados Loopers. Joe é um deles e muito bom por sinal. Ele nunca se pergunta nada, nunca fica em dúvida até que seu alvo é ele mesmo. Estes mercenários matam pessoas do futuro, pois o processo é mais limpo e seguro, porém quando seu alvo é o seu eu do futuro, seu velho, bem, você está numa fria.

Eles chamam tal situação de fechar o loop e seu executor não pode falhar em cumprir a missão, caso contrário não dá para imaginar como o futuro poderia ser afetado. Avaliando dessa maneira o longa tem um potencial interessante e enquanto mantém esta linha de abordagem tudo vai bem. O problema ocorre com a segunda metade. A coisa cai muito de nível e me entra um negócio de poderes mirabolantes, uma espécie de super mutante a lá Jean Grey dos X-Men, um garotinho para lá de macabro, vivendo com sua mãe arrependida, Sara (Emily Blunt). A carruagem vira abóbora.

Não que de repente Looper saia de um patamar elevado e caia em desgraça incurável, mas que uma boa premissa é perdida no meio do caminho, não restam dúvidas. A motivação do antigo Joe (Bruce Willis) também é bastante furada e enfraquece o título mais um pouco. O que sobra em personalidade e originalidade para Dredd, vai se perdendo nesta produção à medida que tudo discorre. Mesmo assim se trata de um filme bom, que peca em certos pontos, mas tem um bom ritmo, não abusa das situações banais e há mérito também em saber não perder a conta. Porém poderia ter sido bem mais.

Intensidade da força: 7,0

2 opiniões sobre “Looper”

    1. Fala Márcio!

      É como disse. Achei a coisa dos poderes super nada a ver e exagerada. Além disso tudo se resume a coisas muito simplistas em determinados momentos, como: “eu te amo”; “estou arrependida e busco redenção”; “garotinho desequilibrado que pode mudar o mundo”. Não é com este estímulo que o filme impulsiona seu começo

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