Busca Implacável 2

Título Original– Taken 2
Título Nacional- Busca Implacável 2
Diretor- Olivier Megaton
Roteiro- Luc Besson/Robert Mark Kamen
Gênero- Ação/Policial
Ano- 2011

– Aplacado…

Nesse retorno daquele que deveria ser implacável, há uma espécie de trama às avessas frente ao primeiro. Dessa vez, Bryan Mills (Liam Neeson) será mais vítima dos inimigos do que perseguidor o que retira um pouco da característica mais marcante vista no anterior. Uma continuação não planejada, mas que conheceu a esperança de retorno após o inesperado sucesso do primeiro filme (também achei um tanto surpreendente) chegou as telas no início do mês inclusive, simultaneamente ao lançamento americano.

Agora, todos estão tentando tocar suas vidas da melhor maneira possível, especialmente Kim (Maggie Grace), alvo principal dos vilões na história passada. Ela está namorando e o pai faz o estilo super protetor dificultando um pouco esta readaptação da jovem. Enquanto isso, sua ex-mulher, Lenore (Famke Janssen), está sofrendo no atual relacionamento e Bryan banca o “ombro amigo”, mas numa elegância e altivez que é uma boa lição para a maioria dos homens. Na tentativa de animar a família, ele propõe que todos o encontrem em Istambul, logo após um trabalho que irá realizar.

Numa pequena cidade da Europa Oriental, um grupo de mafiosos enterra alguns dos alvos de Bryan na história anterior. Agora eles querem vingança pelo sofrimento causado pelo ex-agente e mais uma vez sua família será o alvo, coincidência ou não, a ida a Istambul facilita bastante o caminho dos malfeitores. Lá chegando eles tem pouco tempo de descanso (para não dizer nenhum) e rapidamente Bryan e Lenore são capturados, neste momento já acontece uma falha grave; os bandidos o deixam pegar o celular e ligar para filha contando todo o acontecido, algo pra lá de sem sentido.

Desta vez Kim será peça fundamental para ajudar o pai no seu próprio salvamento e da mãe. Boa parte da busca desenfreada de Bryan se esvai e com isso o apelo que fez o primeiro filme bastante interessante. Então, não esperem sessões de tortura contra bandidos e um herói que não mede esforços para alcançar seu objetivo. Aqui o protagonista ficará a maior parte do tempo um tanto a mercê dos inimigos e dependendo da filha que até confere outro ponto de vista a obra, mas também a dirige mais ao lugar comum.

O que havia de mais especial em Busca Implacável foi perdido nessa continuação, mas ainda assim se trata de um filme consistente na maior parte do tempo, mas sem brilho, o que atesta ainda mais que se tratou de uma produção impensada num plano inicial e que só existiu por pura necessidade financeira. Quando alguém trabalha sem paixão tem-se normalmente algo prosaico, simplório e desmotivado e são estas as sensações passadas no longa. Podiam ter deixado a obra original intacta e com a ótima imagem conseguida.

Intensidade da força: 6,0

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