Resident Evil 5 – Retribuição

Título Original- Resident Evil: Retribution
Título Nacional– Resident Evil 5 – Retribuição
Diretor- Paul W.S. Anderson
Roteiro-Paul W.S. Anderson
Gênero- Ação/Ficção/Terror
Ano– 2012

– Retribuição nas expectativas…

Quando termina a sessão do recém-lançado RE5 a pergunta que fica é essa: “Cadê a retribuição?“. A primeira falha do filme é não conseguir qualquer ligação direta do título com o que é exibido. A não ser que o espectador faça um exercício mental e procure tal lógica não será possível fazê-la diretamente. Isso já demonstra um grave equívoco na forma como a obra foi pensada, seja na concepção ou na finalização.

Desconfie de um longa que precisa explicar todo seu passado a fim de construir um ponto de partida para um novo. Assim começa o Resident Evil atual. Alice (Milla Jovovich) fazendo uma digressão temporal desde o começo de tudo até chegar no ponto em que o último começa (que é o final do RE 4).Daí, mais uma vez, ela se encontra capturada pela Umbrella e interrogada por Jill Valentine (Sienna Guillory) que aparenta estar do lado inimigo agora. Após um tempo sendo um tanto torturada, Alice terá sua fuga facilitada e mostrará numa rápida cena que mesmo sem os poderes ela ainda continua super poderosa.

O seu benfeitor agora é o inimigo de outrora, Albert Wesker (Shawn Roberts) que envia uma equipe para ajudar a heroína a escapar do inexpugnável complexo submarino da corporação. O time composto por Leon S. Kennedy (Johann Urb), Ada Wong (Bingbing Li) entre outros irá fazer de tudo para obter êxito na difícil tarefa. Numa correria desenfreada (eles possuem 2 horas para escapar) os mocinhos terão que passar por inúmeros desafios mortais e o retorno de antigos amigos irá confundir bastante Alice, pois eles estarão do lado inimigo dessa vez.

O problema desse Resident Evil é o mesmo de qualquer obra de Paul W.S. Anderson. Ainda que sejam ignoradas por completo as aberrações feitas com a história original e o mau uso dos personagens da forma que bem entende, o ponto chave de crítica reside no conjunto. A obra carece de construção. É tudo lançado de forma aleatória e desenfreada a fim de atordoar o espectador. Coloca-se um conjunto de cenas para impressionar, abusam do recurso da câmera lenta, das músicas cheias de clímax, mas não há isso de fato. Você nunca irá sentir que os heróis estão em perigo mesmo, ainda que alguns sucumbam durante o caminho, todos são descartáveis e já era esperado no primeiro instante que aparecem em tela.

Não dá para esperar mais do que foi apresentado de algo vindo de um filme liderado por PWS Anderson. Um verdadeiro discípulo de Michael Bay, mas que não consegue criar a importância que pretende em suas obras, no final tudo parece sem significado e ao sair da sessão a sensação de tempo perdido é inevitável. É possível encontrar alguma diversão, mas será algo rápido e esquecível. Na mesma velocidade com a qual a produção é exibida.

Intensidade da força: 5,0

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