O Legado Bourne

Título Original- The Bourne Legacy
Título Nacional- O Legado Bourne
Diretor– Tony Gilroy
Roteiro-Tony Gilroy/ Dan Gilroy
Gênero– Ação/Policial
Ano– 2012

– Um Bourne sem Bourne…

Ainda que utilize os mesmos elementos dos três primeiros episódios este longa não consegue manter o mesmo nível dos anteriores. Tudo aqui parece um tanto esvaziado, desde o seu protagonista que, de fato, praticamente não tem um passado e mesmo no seu presente não é desenvolvido a ponto de se criar um vínculo com o espectador. Agora, o escritor Tony Gilroy retorna não só escrevendo, mas também dirigindo, e mesmo que se esforce para trazer uma experiência nova sem que se perca a estrutura principal, o esvaziamento de motivos para a criação da aventura não colaboram para um resultado realmente interessante.

Desta vez entra Jeremy Renner (Aaron Cross), novo queridinho em filmes de ação, e sai Matt Damon, o Bourne original. Aaron está terminando seu treinamento sem nem saber que sua vida está prestes a ser decidida por seus chefes e sem que nem seja consultado para tanto. Ele irá perceber nos últimos instantes que algo estava errado e vai sobreviver à investida dos inimigos que pensam terem tirado sua vida. Daí por diante ele irá buscar as respostas do porquê de tudo aquilo e também salvar sua vida já que ele faz parte de um projeto para a criação de super agentes modificados geneticamente (?).

Um dos motivos do descrédito aqui retratado é justamente a inserção de uma motivação desproporcional com as outras três obras, que, neste caso, não podem ser desvinculadas, pois o nome de Jason Bourne é constantemente citado durante a trama como se uma história paralela corresse naquele momento. Ainda que justifiquem tudo isso com um diálogo de duas linhas, nada disso faz o menor sentido com o universo anteriormente tratado habilmente por Paul Greengrass e pelo próprio Tony Gilroy.

Em sua busca por respostas e sobrevivência, Aaron irá se bater com a Drª Marta Shearing (Rachel Weisz) e juntos tentarão se ajudar. A proximidade é evidente em tudo com os filmes originais; o plano de câmera utilizado durante as cenas, a paleta de cores variando de cor e intensidade a depender do tipo de momento apresentado, bem como, o desenvolvimento do roteiro. Porém, falta a autenticidade dos anteriores, sem falar da seriedade de Bourne que conseguiu ditar um novo parâmetro para o comportamento dos espiões atuais, não é à toa que Daniel Craig é apenas uma versão mais embrutecida dele.

Mesmo com estes contratempos é um filme razoável, ainda que um tanto alongado em demasia. Poderia muito bem ter acabado cerca de 30 minutos antes. Eles resolvem introduzir uma cena de perseguição no final que fica totalmente fora de contexto e, assim como começa, termina sem ter muito sentido. Apesar de ter conseguido números sólidos de bilheteira nos EUA isso se deveu única e exclusivamente à mítica criada com os anteriores já que o resultado fica bem distante do nível introduzido por esses.

Intensidade da força: 6,0

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