O Ditador

Título Original- The Dictator
Título Nacional– O Ditador
Diretor- Larry Charles
Roteiro-Sacha Baron Cohen/Alec Berg
Gênero– Comédia
Ano- 2012

– Ditador do riso…

Sacha Baron Cohen (Aldeen) está de volta em mais um de seus filmes surtados, mas dessa vez ele resolve seguir uma linha mais tradicional com um roteiro e direção triviais, ao invés do estilo flutuante de Borat e Bruno. O protagonista que aos poucos começa a se inserir no contexto de Hollywood de forma mais presente já dá os primeiros passos em busca de uma afirmação um pouco mais ampla. Sua participação em Hugo Cabret rendeu bons comentários e a expectativa para sua interpretação do falecido cantor Freddie Mercury, da banda Queen, começa a gerar mais expectativa quanto a como ele irá se portar em mais este desafio. Como comediante escrachado não há mais como questionar sua relevância.

Nesta nova aparição ele é o ditador de um Estado fictício na região árabe que desperta a fúria dos demais países do mundo com sua política opressora e armamentista, ainda que, na essência o político não passasse de um fanfarrão. Sem saber que o seu maior dissidente estava ao seu lado todo tempo, Tamir (Ben Kingsley), ele resolve atender o chamado da ONU mal sabendo que um plano para retirá-lo do poder estaria em curso e que ele perderia sua condição privilegiada por conta disso.

Ele receberá a ajuda de Zoey (Anna Faris) que gerencia uma mercadinho que também é buffet, mas que só conta com trabalhadores refugiados de países totalitários. Imaginando que Aldeen fosse um deles ela irá oferecer abrigo e trabalho a ele. No começo a dificuldade de adaptação é grande e atrapalha o ex-Ditador, mas ele irá encontrar uma ajuda inesperada para reaver sua condição. Em meio a todo este caminho, muitas piadas e situações um tanto constrangedoras, mas sem exagerar na quantidade, darão o embalo para os risos que motiva o espectador a ir ao cinema conferir o longa.

A direção é simplória não há muito que mencionar, tudo é bastante despojado e caricaturado, há um encadeamento lógico de ações, mas sem muita preocupação. O foco é o humor que pode não agradar a todos, pois se baseia fortemente em piadas discriminatórias em sua maioria. Se a pessoa é um pouco mais sensível pode não entender o motivo de tudo aquilo. Ainda assim consegue divertir, mas sem a mesma originalidade de Borat ou a consistência de Brüno. Se você quer dar boas risadas sem se preocupar com as consequências de seu riso, O Ditador é uma pedida interessante.

Intensidade da força: 6,0

2 opiniões sobre “O Ditador”

  1. Segue aquela linha politicamente incorreta e nada saudável de piadas, assim como Bruno, assim como Borat. Nada de novo, vamos ser sinceros.

    Tem alguns lampejos, algumas boas piadas e dá pra ir em um momento ou outro, mas a intensidade da força é apenas esta mesmo que você deu.

    1. Fala Márcio!

      Um filme para fazer caixa, creio eu, assim como testar como seria a receptividade em se tratando de uma produção seguindo uma linha mais comum de realização. Nada de especial realmente.

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