Sombras da noite

Título Original– Dark Shadows
Título Nacional- Sombras da noite
Diretor- Tim Burton
Roteiro-Fantasia/Comédia
Ano- 2012

– Sombras da repetição…

Os filmes de Tim Burton sempre despertam um interesse maior que outras produções e com Sombras da Noite aconteceu exatamente isso. Se fosse uma obra com outro diretor, sem Johnny Depp (Barnabas Collins), era bem possível que este título passasse ainda mais despercebido do que este foi. O que salvou, para o Power Cinema, foi o momento de vacas magras nos cartazes de exibição disponíveis na cidade, forçando a ida para assistir este longa.

A história tem por base um seriado televisivo do idos entre 60-70 que se resolveu fazer uma homenagem e esta ficou a cargo de Tim Burton. O herdeiro do império da família Collins é eternamente perseguido pela bela Angelique Bouchard bem caracterizada por Eva Green. Ela se devota à magia negra numa tentativa desesperada para ter o amor do então jovem Barnabas, mas seu sentimento não é correspondido causando uma fúria incontida na garota. Ela lança uma maldição na família e em Barnabas que resultará numa série de infortúnios para a família até o aprisionamento de Barnabas por 200 anos num caixão.

Ao ser libertado acidentalmente por operários numa obra, o outrora chefe do clã Collins estranha aquele mundo e sai vagando até reencontrar sua casa para descobrir que sua antes próspera família nada mais é agora se não uma caricatura do esplendor do passado. A chefia fica a cargo de Elizabeth Collins (Michelle Pfeiffer) que cuida dos jovens Carolyn (Chloë Grace Moretz) e David (Gulliver McGrath). Ainda vivem na casa o irmão dela Roger Collins (Jonny Lee Miller) e outra eterna presente nos filmes de Tim Burton, a Drª. Julia Hoffman (Helena Bonham Carter). A este grupo irá se juntar a outra bela, Victoria Winters / Josette DuPres (Bella Heathcote) que é a reencarnação do grande amor de Barnabas.

Enquanto se adapta a nova realidade, com direito a piadas divertidinhas nesse meio tempo, Barnabas tenta restaurar a glória do passado dos Collins e descobre que tudo não passou de uma continuação da perseguição de Angelique até os tempos atuais e que ele terá que lidar com a sua loucura. Como se pode ver não há muita lógica no cenário apresentado o que se aproxima muito com o tipo de obra que Tim gosta de ter nas mãos. Um certo humor permeia algumas ações e dá um toque inteligente e interessante a certos momentos, mas não é suficiente para segurar a fraca trama e motivações que fundam a produção.

O que se tem no final é um filme razoável, desgastando ainda mais a imagem de Tim, que precisa rever sua forma de apresentar os trabalhos, para não parecer que só sabe fazer aquele mesmo tipo de coisa sempre. Aqui se vê uma série de proximidades com outras obras como Edward Mãos de Tesoura (a sociedade para lá de estranha) e Sweeney Todd, representado por Barnabas e seu jeito bonzinho, mas capaz de maldades, além de sua parceria para lá de estranha com Julia. Sem falar de outras coisas que dão um ar de mesmice para Sombras da Noite. O que não torna a obra ruim, mas a impede de ser realmente interessante servindo apenas como alternativa em momentos de falta de coisa melhor para se assistir no cinema.

Intensidade da força: 6,0

2 opiniões sobre “Sombras da noite”

    1. Sim, sim Márcio. Depp é o que alivia o filme e a atuação da Eva Green está boa, muito embora seja mais do mesmo já visto noutros filmes.

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