Prometheus

Título Original– Prometheus
Título Nacional- Prometheus
Diretor– Ridley Scott
Roteiro– Jon Spaihts/Damon Lindelof
Gênero– Ficção Científica/Terror/Ação
Ano- 2012

– Nova promessa…

Quando Alien surgiu em 1989 e redefiniu o gênero de ficção científica com um toque de terror tudo mudou e os parâmetros foram elevados de tal forma que nem os filmes seguintes conseguiram sustentar tamanha boa impressão causada. Ainda que num primeiro momento não tenha se firmado de tal maneira o passar dos anos o conferiram tal prestígio, agora, muitos anos depois da sua última investida, Ridley Scott está de volta e traz junto tudo aquilo que fez sua primeira empreitada tão bem sucedida e em alguns pontos faz de Prometheus um longa que passa sua própria fonte.

Tudo começa quando o casal de cientistas Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e Charlie Holloway (Logan Marshall-Green) descobre outro ponto isolado na Terra que fazia menção a um possível contato com alienígenas e com isso eles conseguem o embasamento suficiente para elaborarem sua tese a respeito de quem teria nos precedido aqui na Terra. Com o apoio financeiro de uma poderosa organização eles conseguem partir em busca daquilo que acreditavam, mas mal sabiam que o que os aguardava não era nada tão belo assim

Quando a nave Prometheus aterrissa no inóspito planeta ao qual as pinturas faziam menção o grupo de pesquisadores se depara com um achado inusitado e que não fazia sentido para eles. Numa disputa de interesses conflitantes o time irá se desencontrar e muitos imprevistos acontecerão e porão a vida de toda a expedição em risco, bem como, num grau maior, da própria Terra. É difícil fazer uma análise de Prometheus e não contar algo que possa comprometer a experiência de quem ainda não viu o longa. Então esta resenha buscará se ater mais a aspectos que circundam a produção.

Existem muitos pontos de aproximação com a história de Alien que aqui poderão ser ligados ou mesmo percebidos pelos mais atentos, como o rôbo David muito bem caracterizado por Michael Fassbender. Ridley Scott procura se manter fiel a estrutura original com um grupo de pessoas com características distintas que dificulta a convivência. Os interesses ocultos que sempre marcavam a série original também estão presentes nesta nova investida e, por fim, a protagonista feminina obstinada, mas mantendo certa fragilidade, dá o tom da obra.

O resultado final é muito positivo para Prometheus. A tecnologia mais nova ajuda bastante e traz mais fidelidade, o suspense dá o tom com pequenos toques de terror, sem exageros, e também confere um balanço apurado e muito bem composto. É o melhor de Ridley Scott numa ficção.

Num gênero que carece de boas produções, Prometheus se mostra como uma alternativa e tanto para quem curte e não tem o que assistir desde Star Trek (não dá para contar que MIB3 é lá uma ficção pura). Existem aspectos negativos a destacar, como os exageros na parte final da película em que abusam dos “super poderes” da “heroína”. Além disso, a falta de respostas exageradas pode aborrecer os mais impacientes ou que não gostem de pensar muito, mas não resta dúvidas de que vale muito a pena conferir.

Intensidade da força: 8,0

2 opiniões sobre “Prometheus”

    1. Eu achei uma obra bem válida seja do ponto de vista autônomo ou como origem de Alien. Existe sim uma história anterior ao que é retratado no Oitavo passageiro. Só não vem com todas as respostas de uma vez. Isso nunca foi dito e o filme não foi vendido assim. Não dá para culpar nesse caso as pessoas terem criado uma expectativa equivocada em torno da obra.

      O filme está bom boa avaliação nos principais meios críticos esta confusão aconteceu no público e muito se deve a falta de informação ou mistura delas também incentivada pela internet. Daí gerou um certo desencontro.

      Achei uma obra bem interessante. Os pontos que pecam, a meu ver, não se aplicam às suas referências a Alien, mas sim a deficiências de desenvolvimento da própria história, algumas decisões questionáveis da direção relativo a certas cenas e outros aspectos menores.

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