Os Vingadores – The Avengers

Título Original- The Avengers
Título Nacional– Os Vingadores – The Avengers
Diretor- Joss Whedon
Roteiro- Zak Penn/Joss Whedon
Gênero– Ação/Ficção/Aventura
Ano- 2012

– A vingança dos desacreditados…

Quando a Marvel iniciou, ainda que timidamente, o projeto “The Avengers” com o primeiro Homem de Ferro, a maioria esmagadora do meio crítico debochou da ideia do recém fundado estúdio, duvidando que tal possibilidade fosse viável tanto em termos de qualidade de produto final, como para o formato cinema. Construir um arco suficientemente amarrado em alguns filmes isolados, e assim definir o esboço base de um conceito, não parecia plausível para os “entendidos”.

A Marvel prova agora que sua ideia “megalomaníaca” tinha propósito e podia funcionar sim, bastava que estivesse nas mãos certas. E quem mais se não a própria empresa que concebeu todo aquele universo para fazer tal transição? É com grande satisfação que o Power Cinema já adianta que, sim, Os Vingadores é tudo que vem sendo propalado aos quatro cantos nos últimos dias e digno do frissom causado tanto no público quanto no meio crítico.

Muitos já vêm cobrando o que teria sido das franquias X-Men e Quarteto Fantástico se estivessem nas mãos da Marvel também, bom, o que se pode adiantar baseado no trabalho até então apresentado pelo estúdio, é de que se teriam filmes muito mais coesos do que os apresentados pelos estúdios Fox, pouco engajados com a fidelidade à obra que tem nas mãos e mais ligados em quantos cifrões eles podem arrecadar com estes nomes de grande alcance entre o público.

Chega de delongas e vamos ao que interessa. Vingadores! O longa começa de algum ponto entre o final de Capitão América (Chris Evans) e Thor (Chris Hemsworth), ou seja, a SHIELD está realizando experimentos com o cubo mágico, resgatado no filme do Capitão, e Loki (Tom Hiddleston) age entre as sombras tentando se apoderar do artefato e assim alcançar suas ambições, só que, além de Loki, um outro inimigo atua ainda mais por trás e este vilão será revelado no final do longa, nos créditos, para delírio dos mais conhecedores das histórias dos quadrinhos.

Loki não demora a agir e rouba o cubo, controlando a mente de Clint Barton/Hawkeye, bem como do Dr.Selvig (Stellan Skarsgård). Frente a tal ameaça Nick Fury (Samuel L. Jackson) fica desesperado e põe a iniciativa dos Vingadores mais uma vez em pauta como alternativa para por um fim nos planos de Loki, mesmo não contando com o apoio do governo.

Ele busca cada um dos possíveis componentes a exceção de Thor, que se encontrava em Asgard e estava inacessível naquele momento. Os demais logo atendem ao chamado de Fury, seja por curiosidade, interesse pessoal ou senso de dever. O que sempre se mostrava um problema durante toda a trama é o Dr. Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo), pois o receio de perderem o controle sobre sua porção “furiosa” sempre está presente.

O começo dessa união não podia ser mais confuso, pois cada um dos Vingadores tem seu modo de agir e não confiam um no outro. Nenhum deles se dá bem com Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) devido a sua personalidade egocêntrica e volúvel, enquanto Banner não parece estar ali com nenhum objetivo, já Thor quer apenas achar Loki e ao Capitão só interessa cumprir ordens não importando o que elas de fato representem. Este constante conflito de ideias e conceitos impede que eles trabalhem juntos e também será responsável por embates épicos entre cada um deles que renderão momentos inesquecíveis nas memórias de quem assistir a obra.

Buscando se aproveitar dessa falta de coesão, Loki utiliza seu ardil com maestria e brinca com todos os Vingadores até os momentos finais quando a morte de uma personagem muito carismática, embora inexistente na história original, faz acender a chama de que eles precisariam por as diferenças de lado para atuar juntos em prol de um bem maior. É neste instante que Os Vingadores alcança seu auge durante a exibição, com cenas incríveis, em sua maioria protagonizadas por um Hulk simplesmente maravilhoso e cativante por sua brutalidade e imprevisibilidade.

Outro que tem grandes momentos é o Homem de Ferro o que já era de se esperar, pois Robert Downer Jr. é o pilar de todo este projeto, tudo começou com ele e o excelente Homem de Ferro 1 e nesta produção o melhor lado de Stark é trazido à tona, deixando de lado a repetição que diminuiu um pouco o segundo Iron Man.

As atuações estão firmes, com alguns destaques já esperados (Tony), outros confirmando o bom casamento com a personagem (Loki) e alguns surpreendendo positivamente demais a exemplo de Hulk e Hawkeye. Thor tem uma boa apresentação, mas um tanto apagada pelos rumos a serem seguidos por sua personagem, bem como o Capitão América, já a Viúva Negra não decepciona, mas não entrega nada além, bem como Nick Fury.

Na parte técnica temos uma produção quase impecável, bons efeitos (3D muito ruim), boa trilha, boa direção e um ritmo sólido que consegue dar participação e relevância a quase todas as personagens, ainda que, em certos momentos, alguns tenham suas participações um tanto forçadas, especialmente o Capitão e a Viúva Negra. Outra ressalva é o pouco destaque e aprofundamento dado aos Chitauri, mesmo que a desculpa de um próximo filme seja usada para tanto.

Um adendo final vai para os comparativos entre outros filmes de herói já concebidos. A idéia de que: “São estilos diferentes e não merecem comparação” é rasa demais e se perde na sua própria concepção. Os filmes podem ser comparados sim e não há dúvidas que Os Vingadores veio para ingressar o panteão dos grandes filmes do gênero, mas sem medos o Power Cinema dá a cara a tapa e coloca a atual produção como o 3° melhor filme no seu gênero ficando atrás do até então supremo The Dark Knight e X-Men: Primeira Classe.

Cada um tem seus méritos e suas falhas, mas nada disso é suficiente para apagar ou diminuir os méritos que, como sempre neste tipo de caso, sobrepujam e muito as deficiências. Só pela coragem de conceber algo novo e a execução acima da média o longa já merecia palmas e honras. Ele ultrapassa isso e atinge o nível de excelência em muitos setores. Agora a Marvel tem um universo criado, um público cativo e conseguirá emplacar muitos e muitos sucessos em suas próximas produções. Basta ter pulso e não se deixar levar pelas armadilhas do sucesso.

Intensidade da força: 9,5

 

2 opiniões sobre “Os Vingadores – The Avengers”

  1. AHAH! Relaxe Marcio é normal isso. Existem aspectos que incomodam mais uns que a outros. Eu considero os pontos que você levantou passíveis de ponderação subjetiva. O que às vezes é absurdo é o pessoal questionar aspectos técnicos ruins como não sendo assim. Aí sim é doloroso..

    O filme não é impecável, longe disso, mas é como eu falei, os acertos valem mais que os deslizes ou imperfeições no meu conceito. Ter opinião é assim mesmo. Eu mesmo gostei de Transformers e a maioria desce o malho.

  2. Comprei a ideia desde o primeiro momento e estava realmente muito ansioso com esta estreia, mas, apesar de achar um filme muito divertido não achei “Os Vingadores” impecável e, tampouco, o melhor do ano.

    Daria uma nota um pouquinho menor, mas estou sendo um dos poucos a pensar assim e tenho sofrido com isso. Mas a vida é isso aí hehehe

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