O Corvo

Título Original– The Raven
Título Nacional- O Corvo
Diretor– James McTeigue
Roteiro- Ben Livingston/Hannah Shakespeare
Gênero- Policial/Suspense
Ano– 2012

– Recontando uma história…

Grande nome da literatura americana o escritor Edgar Allan Poe (John Cusack) não vivia o mais próspero dos momentos nos idos do Século XIX. Ele passava por uma crise criativa complicada e seu temperamento instável só dificultava ainda mais a situação. Durante este momento de queda, inexplicavelmente irá surgir um assassino que se inspira nos seus contos e histórias e forçará Poe a ser mais do que um simples escritor se quiser salvar sua amada Emily Hamilton (Alice Eve).

O contexto é basicamente este e mistura fatos mais conhecidos da vida de Edgar juntamente com o pano de fundo de um dos seus contos mais celebrados, O Corvo, publicado em 1845. O longa agrega momentos que provavelmente aconteceram na vida do escritor permeados com trechos (até mesmo declamados) do poema que inspira o título do filme. O interessante sobre a obra é a ambientação da época feita num local pouco explorado pelo cinema, Baltimore nos EUA, mas que não deixa de usar referências comuns a outros trabalhos do gênero, dando um ar de semelhança com outras cidades já retratadas em filmes, a exemplo de Londres ou Paris, quando tratadas em temáticas do estilo.

Há pouco que se comentar além disso visto que o restante se restringe a aspectos já apresentados em outras produções do gênero. A paleta de cores em tons de cinza marca constante presença, os instantes mais leves embarcados em tons mais coloridos compõem o típico retrato presente nestas obras. As atuações estão na média, com algum destaque para John Cusack, e a belíssima Alice Eve não compromete como a donzela em apuros. No mais, tudo segue aquela linha base que muitos já conhecem. Existe um vilão pouco provável e as pistas vão esquentando à medida que a trama se desenrola.

A tentativa de englobar contextos (ficção do poema e vida real do protagonista) é válida, mas insuficiente para trazer a originalidade necessária à obra. Com muito pouca ousadia resta quase nada a se destacar em O corvo, tanto positiva como negativamente, sendo apenas mais um filme ao final. O que pode deixar a pedida interessante é o fato da temática não ser muito usual e a mescla de realidades agregar algum frescor, fora isso mais nada a destacar.

Intensidade da força: 5,0

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