Battleship – Batalha dos Mares

Título Original- Battleship
Título Nacional- Battleship – Batalha dos Mares
Diretor– Peter Berg
Roteiro– Erich Hoeber/Jon Hoeber
Gênero- Ação/Ficção
Ano– 2012

– A nova batalha nos cinemas…

O cinema em geral vem passando por um momento de carência de fontes criativas e tudo agora é motivo para que seja criado um filme. Não bastam mais os livros, quadrinhos, jogos eletrônicos e brinquedos. Os jogos de tabuleiro clássicos começam a virar uma opção viável para se conceber roteiros (pretextos) para que um filme seja feito. Quando uma gigante como a Hasbro compra tal ideia como válida e digna de investimento, temos uma obra com um acabamento visual de altíssimo nível, mas que derrapa em outros setores por achar que para entreter só é necessário o apelo visual.

O grande dilema dos blockbusters é este; conseguir o balanço entre diversão frenética e conteúdo, seja ele via interpretação ou por roteiro. No caso, Battleship é aquele típico caso de grande produção, mas que escorrega nos outros pilares básicos para se conceber um bom filme. Com aparições forçadas de famosos, como a cantora Rihanna (Oficial Reikes) que, infelizmente, não se restringe apenas a tentar atrair algum público a mais, isto termina comprometendo em excesso o resultado final. Somem-se a isso outras escolhas como a “atriz” Brooklyn Decker (Sam) e temos quase que um exemplo típico de como não se preparar um elenco para um obra dessas.

O protagonista é o típico garoto com potencial, mas um tanto perdido nos rumos de sua vida, interpretado aqui pela bola da vez, Taylor Kitsch (Alex Hopper). O seu irmão Stone Hopper (Alexander Skarsgård) tenta enquadrá-lo por diversas vezes sem sucesso. Até que resolve partir para a intransigência como último recurso a fim de recuperar seu irmão. A tentativa surte efeito parcial, Alex consegue melhorar sua postura quanto a uma ocupação na vida, porém seu comportamento imaturo, irresponsável e arrogante não permite que ele evolua na Marinha. Ele deveria estar embarcando para sua missão derradeira, mas não imaginava que um inimigo oculto estaria prestes a fazer contato.

Os cientistas “desocupados” da NASA resolvem fazer um super transmissor para tentar contato com um planeta que teria estrutura semelhante a da Terra. Depois de alguns anos sem resposta eis que o objetivo é alcançado repentinamente e drasticamente. Os aliens não eram amigos e já chegam por aqui aterrorizando. Coincidentemente uma parte importante dos visitantes cai próximo ao local em que a frota de Alex fazia treinamentos e caberá a eles por um fim nesta ameaça, entretanto tal missão não será nada fácil. Os inimigos, como sempre, tem uma tecnologia muito mais avançada e arrasam facilmente com os Destroyers mais avançados. Caberá então a um velho e ultrapassado amigo mudar o panorama da guerra frente a esta ameaça.

O roteiro não podia ser mais banal e previsível e com escolhas para lá de ruins, como insistir em dar um papel à namorada de Alex, Sam. Além disso, Rihanna e seu estilo “nigga” torra a paciência de uma forma inimaginável, não dá para conceber que esta pobre criatura venha a atormentar uma produção cinematográfica algum dia mais. Beyoncé é uma Meryl Streep frente a ela.

Tudo isso vai muito para a conta de Peter Berg que tem uma fórmula para lá de medíocre em conduzir suas obras, seja do decepcionante Hancock até o todo ruim Bem-vindo à selva. Porém, nem tudo em Battleship são críticas negativas. O filme, como dito, conta com efeitos especiais para lá de bem feitos (também com um orçamento de $200 milhões seria difícil fazer ruim), uma trilha com ótimos momentos regados a AC/DC, uma homenagem muito bacana aos battleships e também ao jogo Batalha Naval.

O que deprime é ver uma obra com boas oportunidades ser mais uma vez desperdiçada em sua maior parte por opções preguiçosas da equipe técnica. Os resultados negativos mais uma vez vão para a conta dos espectadores e do cinema como entretenimento, que perde mais uma ótima opção de diversão para o futuro.

Intensidade da força: 5,0

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