A Perseguição

Título Original– The Grey
Título Nacional- A Perseguição
Diretor- Joe Carnahan
Roteiro- Joe Carnahan/Ian Mackenzie Jeffers
Gênero- Ação/Drama/Aventura
Ano– 2012

– Vai um Solzinho?

Depois de assistir A perseguição o espectador passa a valorizar ainda mais o bom, velho e incessante calor escaldante dos trópicos. Ver a faceta devastadora do frio não é nada fácil e neste título este é um dos principais inimigos do grupo sobrevivente de um acidente aéreo. O que traz certo valor a esta obra é a humanização de personagens um tanto desprezíveis que vivem à margem da sociedade, trabalhando nos confins do mundo para uma indústria do ramo de combustíveis. O resto fica por conta da apreensão constante, dos desafios que nunca são completamente transpostos e da mensagem final que nos faz refletir sobre o que realmente importa nesta vida.

Ottway (Liam Neeson) é um destes apartados. Ele usa sua perícia com rifle para impedir que os demais operários sejam mortos pelos lobos que circundam o local. O que mostra o quão dura é a realidade dos que ali tentam viver. Ele parece estar sem razão para viver, passa os dias pensando em sua amada que partiu e como a vida perdeu o sentido desde então. Sem ter a “coragem” para por um fim em toda aquela falta de propósito ele embarca no voo fadado a cair, juntamente com os demais trabalhadores.

Depois do desastre a visão angustiante de ver tantas pessoas mortas de forma tão forte abala alguns e demonstra mais uma vez como as aparências podem enganar num primeiro olhar. Ao processarem a situação o grupo percebe que deveria estar no raio de ação de uma alcateia e Ottway acredita que fugindo daquele local em direção as árvores que pareciam próximas estariam aumentando suas chances de sobrevivência.

A composição não poderia ser mais típica, tem o mais respeitoso Hendrick (Dallas Roberts), o calmo e submisso Talget (Dermot Mulroney), o falador e pessimista Flannery (Joe Anderson), o peso morto Burke (Nonso Anozie) que ainda conta com o contraposto da aparência intimidadora e o mala Diaz (Frank Grillo). Este time tentará vencer as barreiras naturais absurdas, os predadores vorazes (lobos) e a composição heterogênea do grupo. O que será que os aguarda? Muito é previsível, outra parte nem tanto e será mais um mérito para esta produção.

Não espere por grandes surpresas neste longa. O objetivo dele visivelmente não é este, mas sim tentar narrar como o ser humano pode às vezes tentar sobreviver mesmo que não saiba o por quê daquilo, ou então o fato de que as pequenas coisas são as que fazem a vida ter sentido e estar ao lado de quem você ama. Estas são algumas mensagens e é o que faz valer a pena dar uma chance a obra. Se trata de uma opção válida naqueles dias sem opção para ir ao cinema e que você talvez queira dar uma chance a assistir algo um tanto fora do trivial, seja pelo cenário ou mesmo pelas adversidades que movimentam a exibição…

Intensidade da força: 6,0

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