À Toda Prova

Título Original– Haywire
Título Nacional– À Toda Prova
Diretor– Steven Soderbergh
Roteiro– Lem Dobbs
Gênero– Ação/Policial
Ano– 2011

– À prova de qualidade…

O diretor Steven Soderbergh, responsável por filmes badalados, como a cinessérie Onze Homens e um Segredo (Ocean’s Eleven), Erin Brockovich, O desinformante, Traffic e muitos outros, vem passando por uma fase nada boa nos seus últimos trabalhos. A própria sequência dos filmes “Oceans Eleven” sempre decaiu desde sua primeira versão, além do pouco inspirado Contágio. Em sua mais nova investida, que termina de chegar aos cinemas, ele usa outra vez mais as ideias repetidas nestas produções, dando a sensação de preguiça, falta de inspiração, criatividade, sem falar na bagunça que ficou acompanhar a sequência de eventos abordada pela trama.

Aqui, ele utiliza o recurso da digressão temporal, começando do meio-fim, para narrar parte dos eventos que resultaram na situação em que tudo começa na película. Proposta muito utilizada em seus longas, mas que se torna cansativa e aborrecida quando mal utilizada. A agente Mallory Kane (Gina Carano, lutadora de MMA famosa nos EUA) trabalha para uma companhia independente de espionagem e é muito boa no que faz,atraindo as atenções dos contratantes que sempre a exigiam nos seus trabalhos. Esta situação começa a deixar seu chefe, Kenneth (Ewan McGregor) incomodado e ele pretende dar um basta nisso. Quando uma nova missão surge ele arma para sua melhor agente se dar mal. Só que ele não esperava que ela voltasse com uma sede de vingança por sua traição. Sim, patético, é verdade e é de Steven Soderbergh.

Dessa vez ele utiliza a mesma trilha sonora de “Ocean’s Eleven” a todo instante, mesmo jogo de câmera, mesma condução nas cenas de ação, misturando com um elenco recheado de figurinhas conhecidas, com um cartaz igualzinho a alguns de seus últimos filmes, ou seja, uma sucessão de repetições, construindo uma obra extremamente fraca e sem propósito algum.

A atuação da novata Gina Carano não desagrada, mas conta com situações para lá de constrangedoras, como quando ela pinta o rosto de preto e solta uma pérola, bem no estilo mais canastrão e caricato possível, mas ficou tão desconexo que se tinha algum motivo para aquilo foi-se tudo por água abaixo na forma como foi executado.

O filme não tem qualquer razão para existir. Parece que juntaram uma penca de nomes famosos e perguntaram se queriam fazer um filme de ação e espionagem com uma protagonista feminina. Quem aceitou participou e originou esta “coisa” chamada À toda prova. A decepção do ano até aqui, pois se trata de uma produção composta por um time de peso e que entrega um produto muito fraco e mau composto, talvez um dos piores filmes do diretor. Olha que eu assisti Solaris

Intensidade da força: 3,0

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