Tão Forte e Tão Perto

Título Original- Extremely Loud & Incredibly Close
Título Nacional- Tão Forte e Tão Perto
Diretor– Stephen Daldry
Roteiro– Eric Roth/Jonathan Safran Foer
Gênero-Drama
Ano– 2011

– Apelativo e explorador…

Algumas pessoas ao saberem do lançamento deste filme se ouriçaram, pois tinham grandes expectativas quanto à próxima obra do diretor, Stephen Daldry. Muito me surpreendeu ver as notas baixas recebidas e as mensagens de desapontamento que rodearam a obra. Sinceramente? Não entendo até agora o motivo de tudo isso.

O filme segue a mesma linha de outros realizados pelo diretor até então; densos, usando temas que trazem sensações de emoção forte, apelativos, um tanto parados, até mesmo enfadonhos em certos momentos. Assim foi com O Leitor e As Horas. A linha dele é a mesma na maioria esmagadora de suas obras.

Com esta nova empreitada a coisa não mudou. O título trata, num plano maior, sobre os acontecimentos do 11 de setembro, mas sem limitar-se a este ponto tão somente. A trama foca no jovem Oskar Schell (Thomas Horn) e sua luta para entender e assimilar o falecimento de seu pai, Thomas Schell (Tom Hanks) no referido acidente. A ligação entre os dois era bastante forte e o rompimento repentino torna tudo mais traumático e de difícil aceitação por parte do garoto que ainda sofria com problemas psicológicos sérios e, aparentemente, apenas seu pai sabia lidar com sua condição.

A história é simplista, assim como tantas outras tratadas pelo diretor, e mais uma vez baseada num romance. É o estilo de Stephen e não é uma marca que o faz grande. Ele ainda precisa provar muito, para depois se questionar algo sobre uma possível perda de qualidade em suas produções.

O jovem Thomas encontra uma chave nos pertences do pai e a partir daí começa uma jornada de busca do elo perdido bruscamente com seu genitor, no entanto tal busca irá, na verdade, revelar-se uma jornada de auto-ajuda ao pequeno garoto que irá evoluir em sua compreensão do universo, ao mesmo tempo em que abre o leque da vida das pessoas e como cada uma lida com suas perdas.

É um filme que foca no ser, assim como O Leitor, no entanto tem uma abordagem mais interessante, pois a dualidade interpretada pela criança traz uma carga de angústia que torna tudo mais intenso para quem assiste. O filme também conta com boas atuações do elenco, indo desde Thomas Horn até o indicado ao Oscar, Max Von Sydow, que concorreu na categoria por ator coadjuvante. Bom trabalho, mas nada tão excepcional assim, talvez mais uma homenagem da Academia do que outra coisa.

O paralelo dessa busca com a cidade de Nova Iorque é outro ponto interessante da obra, quando ele tem que enfrentar seus medos. Atravessar uma ponte é uma metáfora para transpor suas próprias barreiras e é nesta linha que ele vai conseguir superar suas fraquezas e encarar a dura realidade.

São estas pequenas qualidades que fazem o filme interessante, mais até do que outros do diretor, mas ainda assim longe de ser algo tão avassalador como propalado em certos meios especializados. Trata-se de uma boa pedida e só. É limitado tecnicamente, não possui grandes sacadas e brinca com os sentimentos utilizando artifícios manjados.

Vá preparado para boas doses de sentimentalismos e não se apegue somente a estes pontos para estabelecer o elo com o longa. Existem outros aspectos bem tratados que merecem mais sua atenção.

Intensidade da força: 7,0

 

Deixe seu comentário