Protegendo o Inimigo

Título Original- Safe House
Título Nacional– Protegendo o Inimigo
Diretor– Daniel Espinosa
Roteiro– David Guggenheim
Gênero– Ação/Policial
Ano- 2012

– Sempre acertando…

É engraçado o paralelo torto que se pode traçar entre dois atores. É até possível que a colocação seja mal vista por alguns leitores, mas ainda assim vale a menção. Nicolas Cage, de volta em diversos filmes de qualidade duvidosa, para dizer o mínimo, e Denzel Washington (Tobin Frost). Quem vê Protegendo o inimigo num primeiro momento pode até achar certa semelhança na apresentação de ambos, filmes pouco conhecidos em termo de apelo de marketing, produções quase independentes, histórias um tanto repetidas ao longo do tempo e cartazes um tanto cafonas. Estes pontos os aproximam, mas o resto todo os distancia.

Aqui se tem um “thriller” intenso que prende o espectador, com bons momentos de ação, sem abusos, uma tocada mais realista e atuações seguras do time envolvido. Tobin Frost é um agente que “deixou” a agência secreta norte americana (CIA) e agora vende informações para quem se interessar e pagar mais. Esta vida o rendeu muitos inimigos e por isso ele sempre se encontra em difícil situação, num destes momentos críticos ele se refugia no consulado americano na Cidade do Cabo, na África do Sul. A oportunidade que a CIA esperava para tê-lo em suas mãos finalmente chegara e eles farão de tudo para não perder a chance.

A bomba cai nas mãos do inexperiente, mas esforçado Matt Weston (Ryan Reynolds), pois ele é o responsável pelo esconderijo da Agência naquele local. Sedento por uma chance de se provar perante seus superiores, agora ele tinha como fazê-lo. O que não imaginava era que os caçadores de Tobin eram implacáveis, incansáveis e não mediriam esforços para capturá-lo a todo custo. Eles invadem o esconderijo e forçam uma inesperada aliança entre os dois inimigos. Agora Matt estava sozinho, sem experiência, tendo que “cuidar” e, ao mesmo tempo, conter um indivíduo perigoso como Frost.

Pouco além disso merece menção de fato, pois o desenrolar dos fatos são os mesmos já vistos noutras produções do gênero. O que muda aqui são as tomadas propiciadas pelo novato Daniel Espinosa que deve ter convencido Denzel Washington pela temática tratada pelo longa a participar. E também porque Denzel, neste ponto, adora um filme meio “underground” à semelhança de outro colega, mas motivado de maneira totalmente diferente.

É neste ponto também que reside a diferença, enquanto Denzel se entrega aos seus papéis com vitalidade e interesse, o mesmo não acontece com Nicolas Cage. Além dele, a boa participação de Ryan Reynolds é uma grata surpresa, fugindo totalmente do estereótipo que ele mesmo ajudou a construir com suas comédias românticas, aqui, mais uma vez, ele prova que pode muito mais.

O longa tem bons momentos, mas escorrega em momentos capitais, como o final para lá de esperado, algumas cenas de ação entrecortadas de difícil acompanhamento e uma condução que não arrisca, tentando assim minimizar as possíveis falhas graves, mas incorrendo na mesmice e deixando de alcançar aquele patamar superior. Ainda assim Protegendo o inimigo é uma boa pedida do gênero e não faz feio nesta típica época de entressafra de títulos realmente interessantes para se conferir nas telonas.

Intensidade da força: 6,5

2 opiniões sobre “Protegendo o Inimigo”

    1. OHHH!!! Grande Dr. Doom! Bem-vindo ao Power Cinema! Uma grande honra ter alguém de tamanha sapiência nos gracejando com seu comentário! 🙂

      Então. Às vezes por destacarmos outros aspectos e não nos focarmos tanto em pontos negativos especificamente fica a sensação de que a nota destoou um pouco do texto, mas é que, no caso, por se tratar de uma temática já recorrente e uma abordagem também já batida não resta muito mais para falar, haja vista não existirem mais aspectos negativos realmente importantes.

      Estes pontos, entretanto já dão aquela nivelada pela média minima da produção, mas com certeza diverte sem ser sofrível.

      Abração e obrigado mais uma vez pela participação.

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