John Carter – Entre Dois Mundos

Título Original- John Carter
Título Nacional– John Carter – Entre Dois Mundos
Diretor– Andrew Stanton
Roteiro– Andrew Stanton/Mark Andrews
Gênero- Aventura/Ação/Fantasia
Ano– 2012

– Entres devaneios…

De repente começaram a ser exibidos nas telas dos cinemas trailers de um filme que até então nunca tinha sido anunciado por aqui. A princípio os trailers davam a entender que era Fúria de Titãs 2, noutros, alguma nova ideia em ficção, mas quando aparecia aquele cara saltando que nem louco, misturado com um bando de aliens com vários braços e verdes, finalizando com o título John Carter ao final a reação foi de: “Mas o que é isso? Como assim?”. O Power Cinema, deveras curioso, foi conferir a estreia desta produção no fim de semana passado e as perguntas de outrora continuaram persistindo. “Como assim?”

A história é a mais viajada possível e não se preocupa em explicar porque os fatos acontecem. Eles simplesmente se sucedem e o que resta ao espectador é acompanhar aquilo tudo, um tanto pasmo e desnorteado, procurando juntar fragmentos de lógica no decorrer da exibição, para enfim formar um conceito sólido. A tentativa se mostra bastante infrutífera ao final e resta apenas a sensação de descontração e anestesia mediante as insanidades e belos efeitos apresentados pela obra.

O que se pode chamar de “estória” começa com o ainda não introduzido John Carter (Taylor Kitsch), aparentemente fugindo de alguém, para, em sequência ser dado como morto. Seu sobrinho é então chamado para assumir o seu legado, tendo em vista ser o único que mostrava interesse nas histórias fascinantes narradas pelo tio durante a infância. Deste instante em diante o filme segue um roteiro do que teriam sido as últimas aventuras do intrépido John Carter, assim narradas num diário. Enquanto ele ainda servia o exército americano nas guerras internas nos idos de 1800, ele se depara com uma caverna na qual um estranho visitante repentinamente aparece e então o ataca, ao se defender ele termina matando o agressor e acidentalmente vai parar em Marte por causa de um medalhão portado pelo morto.

Quando ele chega a Marte, desnorteado, termina por notar que pode saltar enormes distâncias e possui força anormal, porém ele não sabia onde estava inicialmente. Ele é capturado por nativos, seres verdes com muitos braços chamados de Tarks. Aquele mundo estava em guerra entre alguns de seus povos e os Tarks aguardavam o desenrolar do conflito para definir quem atacar. O aparecimento do estranho parece ser a oportunidade perfeita para obterem uma vantagem nesta guerra quando a hora chegasse. É neste ínterim que ele vai se deparar com Dejah Thoris (Lynn Collins), uma humana daquele local que conta para John que ali se tratava de Marte e fica surpresa por saber que existia vida na Terra.

John Carter vai se envolver com a bela jovem e proteger seu povo da ameaça do inimigo que está sendo manipulado pelos Therns, seres que contam com um poder extraordinário e o utiliza para manipular certos planetas, mas nada além disso é explicado sobre eles, nem inúmeras outras coisas. Parte dos povos pode voar, mas desconhece certos locais do planeta, os Tarks são primitivos, mas usam uma espécie de arma de energia. São inúmeras incongruências, inconsistência que fazem a trama ficar desconexa e sem nenhum amarramento, dificultando o acompanhamento.

O que salva são os bons efeitos, ótima apresentação visual no geral (foi um filme com orçamento de cerca de $250 milhões, por incrível que pareça!) e nesta maré constante de loucura é possível se divertir por conta desta boa apresentação, mas, fora isso, se trata de uma obra bem descartável.

Intensidade da força: 5,5

2 opiniões sobre “John Carter – Entre Dois Mundos”

  1. Grande Ero!

    Bom ver você de volta aí!

    É bem por aí mesmo. O fator for fun do filme é muito legal, mas fica por aí, bom, às vezes é preciso dar um pouco de ordem nas coisas, de nexo. Ficou faltando muito isso a John carter.

    Abraços.

  2. história sem noção mesmo; mas eu gostei bastante desse filme. Vi ele ontem exatamente.

    se for pra dar uma nota só pela diversão mesmo, acho que daria um 8. Mas se for pra avaliar a coisa de um jeito mais crítico, realmente não vai pra mais que um 6.

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