Anjos da Noite: O Despertar

Título Original- Underworld: Awakening
Título Nacional- Anjos da Noite: O Despertar
Diretor- Måns Mårlind/Björn Stein
Roteiro- Len Wiseman/John Hlavin
Gênero- Ação/Terror/Fantasia
Ano- 2012

– Anjos Malvados…

Depois de um tempo sumida de papéis de maior destaque, inclusive da cinesérie que a lançou para o público geral, Kate Beckinsale (Selene) retorna nesta nova investida vampiresca misturada com lobisomens, Anjos da Noite: O Despertar.

O filme começa no ponto que o terceiro termina (uma espécie de origem da história), mas ao mesmo tempo distante do segundo em certos pontos e inovando demais em diversos aspectos, conferindo a heroína poderes até então desconhecidos, dando a ela uma dimensão muito maior do que a própria posição dela leva a sugerir num primeiro olhar.

A toada neste longa não está mais sob a batuta de Len Wiseman, que dirigiu os dois primeiros e produziu o terceiro. Neste novo capítulo da saga ele retorna como produtor mais uma vez, deixando a direção sob dois nomes relativamente desconhecidos, mas os pontos marcantes do universo continuam lá, como a briga entre vampiros e lobisomens, o mundo eternamente noturno ou então em tons escurecidos dando a sensação de que mesmo quando é dia pareça noite. Além de claro, Kate com a destruidora e arrebentadora de tudo que vem pela frente. Nesta continuação ela ainda está mais implacável que nos anteriores e poucas vezes se nota um toque sensível nela, chegando ao ponto da canastrice na sua atuação, nada grave, pois a personagem até que casa bem com este tipo de postura.

Logo no começo ela e seu amor Michael (Scott Speedman) são capturados e usados como cobaias em experiências que revelaram seus reais objetivos lá no final da trama. Os vampiros e lycans (lobisomens) foram descobertos pelos humanos e viraram as ameaças n°1 da humanidade.

A forma de tratamento “a lá” Resident Evil não ficou bem e tirou um pouco da originalidade desta nova sequência de Underworld. Tratar o assunto como doença contagiosa que se torna uma espécie de epidemia foi um pretexto bem fraco e serviu apenas como introdução rasa para a óbvia continuação que pretendem lançar em seguida.

Agora Selene tem uma filha, Eve (India Eisley). Ela é uma híbrida também e possui segredos genéticos importantes que serão muito mal divulgados quase no fim da trama. A aparente frieza de Selene para com a jovem soa forçada e pessimamente apresentada. Tudo no longa serve apenas de pretexto para uma sucessão de cenas cheias de sangue, algumas explosões, coreografias sem muita inspiração, enfim nada fica realmente com uma boa apresentação.

Apesar de todos estes contras é uma atração divertida que passa rápido e também será esquecida na mesma velocidade, porém serve muito bem para aqueles momentos em que apenas se deseja algo bem fora do contexto comum.

Intensidade da força: 5,0

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