Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança

Título Original– Ghost Rider: Spirit of Vengeance
Título Nacional- Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança
Diretor- Mark Neveldine/Brian Taylor
Roteiro- Scott M. Gimple/Seth Hoffman
Gênero- Ação/Fantasia
Ano- 2011

– Espírito de insanidade…

Junte o Nicolas Cage dos últimos 5 anos, em cerca de 90% de seus filmes, e a dupla responsável pelos controversos “Adrenalinas” e teremos um filme completamente perturbado, de difícil assimilação e com alguns momentos inspirados, mas que não sustentam a obra de maneira constante. Este é o resumo atual da nova aventura do anti-herói da Marvel que chegou aos cinemas nacionais no último fim de semana.

Nesta nova aparição temos uma espécie de reedição da história da personagem, tomando como exemplo o feito em Hulk. O Motoqueiro todos já conheciam do primeiro longa, mas a história de seu surgimento seria apresentada rapidamente, mas com algumas modificações, sem que fosse necessário todo um novo filme para recontá-la, no entanto não se toma o último ponto como referência, mas sim um meio termo no espaço tempo. Após o acordo realizado com o Diabo no primeiro longa temos que Johnny Blaze (Nicolas Cage) foge da sua antiga vida numa tentativa de se afastar de tudo e todos, pois não conseguia controlar as ações do espírito do Motoqueiro que habitava em si.

O seu algoz (Roarke -Ciarán Hinds-), entretanto, já seduziu uma nova presa e mais uma vez seu desejo de habitar este mundo e corromper as almas dos homens é o que move suas ações, para isso ele engana a jovem Nadya (Violante Placido) para que tenha um filho dele. A cria agora já atingiu sua maturidade e poderá ser usada para os fins que deseja. A igreja busca impedir que isto aconteça e o padre Moreau (Idris Elba) tenta se aproximar da pequena família, mas é impedido pelos perseguidores encomendados por Roarke.

Por este pequeno resumo já dá para se ter a dimensão de como funciona a trama preparada para segurar o ritmo do longa. Muito frágil, pouco inspirada e conduzida de uma forma muito oscilante no decorrer da exibição. O filme teve um orçamento muito reduzido frente o primeiro (110 para 75 milhões de dólares), porém isso não justifica as escolhas ruins de elenco e roteiro, tampouco o fraco desempenho da direção no comando das ações. As cenas em CG são pobres, com pouca iluminação, textura e detalhamento. A moto usada pelo protagonista, quando transformada não é exibida em detalhes porque nada mais é se não uma moto comum com efeitos sobrepostos, muito fraco mesmo.

A produção conta com um ou outro momento inspirado como na cena da máquina gigante controlada pelo Motoqueiro, ainda assim a cena fica corrida, com pouco detalhamento e muito entrecortada dificultando o acompanhamento. As atuações do jovem Danny (Fergus Riordan) e de sua mãe Nadya são ruins de doer e mesmo com a sempre boa aparição de Idris Elba e um pouco menos por Ciarán Hinds, não são suficientes para atenuar o fraco balanço até porque a aparição destes é proporcionalmente muito menor do que a do casal.

Nicolas Cage até se esforça para dar um tom mais factível a sua personagem, além do próprio Motoqueiro estar mais condizente com suas atitudes dos quadrinhos, o desenvolvimento corrido e superficial prejudicam demais a ligação com o espectador.

No geral o filme ficou pior que o primeiro, muito embora consiga momentos inspirados melhores do que na primeira aparição. Se você curte o ritmo de filme notabilizado nos “Adrenalinas” e gosta do curioso herói, é possível achar diversão em Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança.

Intensidade da força: 5,0

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