Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Título Original– The Girl with the Dragon Tattoo
Título Nacional– Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Diretor– David Fincher
Roteiro– Steven Zaillian/Stieg Larsson
Gênero– Policial/Mistério/Drama
Ano– 2011

– Adaptação bem armada…

Que a transposição de Millenium ficou legal acho que ninguém irá questionar, claro que com um outro inconveniente, uma ou outra alteração em prol do formato para o qual foi trazido, mas o resultado não ficou nada mal, ainda mais para um filme que conta um tipo de história batida e que pouco tem capacidade de inovar.

O desafio de talvez querer fazer mais do que sua fonte traz poderia ser uma armadilha tentadora para a ganância dos estúdios de Hollywood, mas ainda bem que caiu nas mãos de David Fincher, um diretor que não se rende muito a pressões e sempre busca fazer obras originais ou que agreguem algo a sua carreira. Até que neste caso ele não traz nada de novo, mas dá o seu toque pessoal, lembrando bastante Seven em determinados trechos.

A história começa com Mikael Blomkvist (Daniel Craig) sendo acusado por uma notícia “falsa” contra um poderoso empresário. A verdade é que haviam armado contra ele, mas o golpe havia dado certo e sua carreira estava por um fio naquele momento. Ele é convidado pelo poderoso Henrik Vanger (Christopher Plummer) para investigar a morte de sua sobrinha no passado, fato que o atormentava desde então, para isso Mikael iria receber bastante dinheiro e ainda iria sumir por uns tempos dos holofotes, conseguindo matar dois pássaros com uma pedrada.

Ele começa a se dedicar ao seu novo trabalho com o pretexto de escrever as memórias do chefe da família e à medida que vai se aprofundando no caso começa a se ver cada vez mais envolvido. Noutra ponta da história a jovem Lisbeth Salander (Rooney Mara) tenta tocar sua vida da melhor forma possível. Ela é uma pessoa problemática, mas muito inteligente e foi a responsável pelo dossiê sobre Mikael encomendado por Vanger, e também será sua maior aliada em seu novo caso mais a frente na história, quando seus caminhos se cruzarem. Até lá Lisbeth enfrentará inúmeros percalços que servirão para apresentá-la ao público que assiste o longa.

O filme melhora significativamente quando os dois finalmente se unem. A história deslancha de vez e as habilidades de cada um podem ser vistas de forma mais destacada e com maior utilidade, pois um auxilia o outro e assim se completam, mesmo que Lisbeth ainda surpreenda bastante Mikael com sua capacidade acima da média. O filme em si não traz nada de novo, mas cumpre bem seu papel como adaptação, ainda que eu não tenha lido a obra pude conferir as opiniões de quem tinha lido há pouquíssimo tempo e  atestar que se tratou de um excelente trabalho por parte de David, depois de um longo interrogatório e altos debates sobres possíveis erros em certas decisões por parte do diretor. Ainda que não tenha visto relevância depreciativa em nenhuma dessas escolhas.

O destaque vai para a atuação de Rooney Mara. Apesar da grande chance de Meryl Streep levar a estatueta esse ano, a incorporação da personagem Lisbeth, pela jovem e pouco aproveitada atriz, foi total e merece crédito . Quem sabe agora ela tenha mais oportunidades e escolhendo bem seus papéis tenha chance de mostrar seu talento mais vezes. Os demais do elenco não comprometem em suas atuações, mas não agregam nada fora do normal.

A direção de Fincher é segura e competente, mas longe da genialidade de outros momentos (Clube da Luta e Benjamin Button). Se trata de um bom filme no seu gênero, que não insulta sua inteligência, brincando de querer ser mais esperto que você (Dan Brown! ALÔ?). Para você que leu o filme ou gosta da temática essa é uma opção interessante para conferir.

Intensidade da força: 7,0

 

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