Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras

Título Original – Sherlock Holmes: A Game of Shadows
Título Nacional– Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras
Diretor– Guy Ritchie
Roteiro– Michele Mulroney/Kieran Mulroney
Gênero– Aventura/Ação/Policial
Ano– 2011

– Mais Sherlock Holmes…

O problema do primeiro longa sem dúvida ficou por conta do enfoque muito carregado na ação, dando pouca ênfase à inteligência e investigação que notabilizaram o protagonista da história contada. Agora este problema foi muito reduzido e tudo ficou mais balanceado.

Muito dessa mudança se deve a introdução de Moriarty (Jared Harris), arqui-inimigo de Sherlock (Robert Downey Jr. que volta ao papel nesta continuação) e do Dr. Watson (Jude Law). A necessidade fez a mudança, e esta foi muito bem-vinda, pois deu mais corpo ao filme, deixando-o mais fora do lugar comum. Somado a isso tem-se a típica forma de Guy Ritchie apresentar suas obras, o que já é suficiente para construir o primeiro grande filme de 2012, ano que parece prometer muito para o cinema de blockbusters.

Os eventos continuam a partir do final do filme anterior com o Professor Moriarty sempre por trás de eventos estranhos que aconteciam a todo instante naqueles idos distantes do Sec. XIX. Agora, contudo, ele tinha em seu encalço Holmes que estava sempre tentando impedi-lo, até então sem sucesso, mas seu inimigo já se incomodava com aquela constante perseguição. Por outro lado, o parceiro de Sherlock, Dr. Watson, continuava firme na sua ideia de casar-se e o grande dia já chegava, mesmo que isso causasse tremendo medo em seu amigo. Será que Moriarty permitiria que Watson saísse ileso de seu envolvimento com Holmes para tentar impedir seus planos? Esse será um dos pontos que sempre motivarão a trama a seguir em frente.

Mesmo que o plano engendrado pelo Professor fosse bobo e até aquém da capacidade intelectual que ele demonstra, o jogo de gato e rato que é realizado entre os rivais é tão bem desenvolvido que segura o filme com convencimento e não dá a sensação de esvaziamento. Agora, a dupla de investigadores terá a ajuda de um novo componente que atuará como suporte em suas ações, os ciganos, representados pela Madame Simza Heron (Noomi Rapace). Ela irá substituir a apagada e mal encaixada Irene Adler (Rachel McAdams) que não conseguiu convencer em nenhum momento no decorrer de sua participação. Além disso, sua ausência retirou o componente romance que nada acrescentava de bom à obra.

Sherlock Holmes conta com momentos até mesmo épicos, como a cena da floresta, filmada com uma câmera de alta precisão que capta movimentos curtos e dá um show a parte neste trecho. Existem boas situações divertidas, outras um tanto forçadas e mal encaixadas. O abuso das cenas de luta, muito criticado no primeiro longa, é outro ponto bastante aliviado aqui e a cena final do embate de Moriarty com Holmes é deveras instigante e inquietante, pois, de fato se consegue construir um bom clima que prende o espectador.

O final é controverso, ainda assim interessante, e trará aquela sensação de agradar uns e outros nem tanto. O balanço final do longa é muito bom, e até surpreende, e coloca Guy Ritchie num patamar de conseguir emplacar algumas ideias interessantes para o futuro, pois está claro que fará uma boa bilheteria.

Intensidade da força: 8,5

2 opiniões sobre “Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras”

  1. Com certeza Márcio. Dessa vez se fez mais jus a personagem focando no que,teoricamente, fez sua fama acho que foi uma evolução natural da confiança do estúdio no trabalho do Guy Ritchie.

    Que bom, pois ele acertou bem.

  2. Gostei e me diverti “deveras” com esta sequência, concordo contigo, superou o primeiro filme.

    Outra cena que gosto bastante (além desta da floresta) é a do xadrez em dois “planos”, um na disputa do tabuleiro (mente x mente) e outra na pista de dança que é a alusão ao tabuleiro e jogo entre “bispos”.

    Gostei, achei bem bolando e inteligentemente divertido.

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