Imortais

Título Original – Immortals
Título Nacional– Imortais
Diretor– Tarsem Singh
Roteiro– Charley Parlapanides/Vilas Parlapanides
Gênero– Ação/Aventura
Ano- 2011

 – Imortal genérico…

Seguindo a linha de 300, Imortais estreou nos cinemas nacionais neste final de ano com a missão de manter a boa impressão deixada por seu predecessor 300. Foi alardeado pelos quatro cantos que seria produzido pelo mesmo time e as tomadas no trailer que faziam questão de apontar tal semelhança. Sim, o longa lembra em muitos momentos sua fonte inspiradora, mas preferiu multiplicar vezes 10 a intensidade de tudo, na esperança de que o “quanto mais melhor” funcionasse. Em alguns momentos empolga, mas “tudo que é demais são sobras”.

O jovem Teseu (Henry Cavill) é o protagonista e não foge ao estereótipo básico do bom moço com pinta de herói, mas que ainda não aceita seu destino. Na outra ponta o Rei Hiperion (Mickey Rourke) lidera seus exércitos numa busca de vingança pessoal contra os Deuses que, segundo ele, haviam deixado sua família morrer a míngua. As banalidades e motivos vazios são a tônica e pretexto para quase tudo em Imortais, numa espécie de corrida desenfreada em busca da ação frenética e, por muitas vezes, bastante violenta.

Numa mistura interessante, mas um tanto quanto batida, o roteiro faz uso das mitologias antigas, em especial a grega, e usa os Deuses do Olimpo como os senhores daquele universo, mas que vislumbram as ações humanas, nunca interferindo em seus problemas, por mais grave que sejam, exceto se a situação envolvesse outros deuses (no caso os Titãs). Aqui não se entrou muito em detalhamentos de cada personagem, pois o que se buscou a todo instante foram justificativas para a matança e com Hiperion sempre dando margem para que mais inimigos se opusessem isso rapidamente se concretiza.

Num determinado momento Teseu irá cair na real, fará um discurso empolgado para uma minoria de tropas e a batalha final se desencadeará. Os Deuses irão interferir e agregarão mais efeitos explosivos, momentos em câmera lenta (bastante utilizados e que não cansam, porém são tão apelativos que perdem o impacto em certos momentos). Como obra de ação e alguns momentos de maior grandiosidade, Imortais até que cumpre bem seu papel. Os protagonistas estão preparados para seus papeis e não comprometem, assim como os coadjuvantes.

O restante todo é que atrapalha. A opção por usar a mesma ambientação de 300 (CGI na maior parte do tempo) é que estraga e muito. A computação é fraquíssima, carece de detalhes, os figurinos são toscos e remetem a filmes do passado, porém sem o aspecto nostálgico, sobrando apenas a breguice. No final as inconsistências de Imortais sobrepujam seus acertos, entretanto não são suficientes para que o filme deixe de ser recomendado como um passatempo bem descompromissado.

Intensidade da força: 6,0

2 opiniões sobre “Imortais”

  1. Opa Leonardo! Bem-vindo!

    A sensação é bem por aí mesmo. Mais um filme quebra-galho para momentos de enfado em casa.

    Abraços!

  2. Eu pessoalmente já senti tudo isso só de assistir ao trailer. Este só assisto se por um acaso o DVD aparecer lá em casa…

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