Happy Feet 2: O Pinguim

Título Original– Happy Feet Two
Título Nacional– Happy Feet 2: O Pinguim
Diretor- George Miller
Roteiro- George Miller/Gary Eck
Gênero- Animação/Comédia
Ano- 2011

– Not so happy…

Uma das animações mais promissoras e aguardadas estreou recentemente nos cinemas nacionais, Happy Feet 2. A história dos pinguins dançarinos ganhou uma continuação, depois da boa receptividade alcançada com a primeira versão. Agora, a história de Mano continua, mas um pouco mais dividida com seu filho Erik que lembra seu pai no desajeito e na introversão e não consegue se sentir à vontade em meio dos demais pinguins.

Mano, por sua vez, não consegue se aproximar do filho e isso o deixa frustrado, pois ele sente que pode ser mais próximo, mas seu filho não o deixa ser. Depois de mais um desentendimento, num dos números de dança e canto o pequenino foge juntamente com alguns amigos.

Os pinguinzinhos vão atrás de Ramon que tinha ajudado Mano no primeiro filme e tinha ficado junto com os demais pinguins imperadores, mas também está cansado daquele meio. Ele então retorna ao seu território sem saber que o filho de Mano o seguira. Ao chegarem, eles se deparam com Sven, um pinguim diferente que sabia voar, e por isso é tratado como Deus no território de Ramon. Enquanto isso, Mano parte atrás do filho e dos outros que tinham o acompanhado para trazê-los de volta e também chega ao mesmo local e conhece Sven, entretanto não consegue se entender com seu filho.

 

Noutra ponta da história começa-se a acompanhar a luta de Bill e Will, dois amigos Krill que resolvem se desgarrar do cardume e se aventurar pelo estranho Oceano. É uma espécie de jornada de descoberta interior para Bill e irá se revelar algumas das melhores partes do longa. O filme tem um ritmo um pouco lento no começo, remanescendo o primeiro, mas numa versão piorada, pois Erik não tem nenhuma justificativa para não gostar do pai e Mano está deslocado no contexto. As músicas são pouco inspiradas e a impressão não é boa.

À medida que os eventos discorrem, alguns pontos isolados que aconteciam no longa finalmente encontram uma razão e o território dos pinguins imperadores é bloqueado por um enorme iceberg. É a partir de então que tudo começa a engrenar.

A participação de Mano aumenta significativamente e, juntamente, o filme melhora bastante. O jogo de cena com os humanos renderizados e reais é bem feito e até consegue enganar bem. A animação da água e do gelo é belíssima e empolga assim como no primeiro, porém fica sempre aquela ponta de conteúdo inacabado, de inexplicabilidade de toda aquela trama. O filme não consegue se sustentar por si, muito embora tenha momentos inspiradíssimos como as constantes fugas dos Krills e a cena final sob o ritmo espetacular de Under Pressure de Queen.

Em suma, Happy Feet 2 é uma boa produção, não consegue atingir o ótimo nível do primeiro, mas não decepciona. A sensação de perdição fica clara, quando tentam dar participação ao filho de Mano e depois retomam o foco nele e justificam tudo aquilo como uma jornada do pequeno a aprender a valorizar seu pai e isso fica muito pouco convincente.

A dublagem nacional compromete bastante também. A música cantada por Erik ficou muito ruim, mesmo que seja intencional, não satisfez nenhum pouco. No entanto, num ano fraco de animações, Happy Feet 2 está um grau acima de Carros 2 e perde para Kung Fu Panda 2 no pacote geral. A diversão é garantida, mas não é contínua o que pode causar desagrado em certos espectadores, entretanto a animação está recomendada.

Intensidade da força: 6,5

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