Amizade Colorida

Título Original– Friends with Benefits
Título Nacional– Amizade Colorida
Diretor- Will Gluck
Roteiro- Keith Merryman/David A. Newman
Gênero– Comédia/Romance
Ano- 2011

– Benefícios em assistir…

Com os cinemas recheados de opções no gênero (comédia romântica) chega um ponto que não tem para onde fugir. É preciso se render e conferir certas atrações em exibição se você quiser continuar frequentando o cinema. Já faz algum tempo que começou uma certa enxurrada de filmes do tipo e Amizade Colorida é um dos reminiscentes que continuam em apresentação. Como é de praxe se trata de uma preferência do grande público e, por isso, mesmo depois de certo tempo em cartaz as salas ainda continuam bem cheias o que incomoda um pouco. Quanto ao longa, bem, se trata de mais do mesmo, como já se é de esperar, porém, com a vantagem de ter um desenvolvimento bem arranjado que escorrega em poucos momentos, trazendo uma experiência contínua de qualidade ao espectador.

A história começa com Dylan (Justin Timberlake) indo à Nova Iorque em resposta a um convite para uma entrevista de emprego. Ele está sendo acompanhado por Jamie (Mila Kunis) nesta sua passagem pela cidade e é do interesse da agenciadora de talentos que ele aceite a proposta, pois então ela conseguirá seu bônus. Os dois tem uma empatia inicial instantânea o que causa em Jamie uma certa euforia e liberdade em se expor mostrando mais suas intimidades e cativando Dylan que termina aceitando a oferta de trabalho.

Ele tinha receio de fazê-lo, pois vinha de Los Angeles que, no filme, é constantemente esculachada por ser uma cidade tranquila, como se fosse de interior, em comparação com Nova Iorque, algo que parece encontrar mais sentido entre os americanos em si, mas divertido para nós, pois as piadas são meio que explicadas e daí fica fácil de acompanhar.

Os dois tem em comum o fato de virem de desilusões em relacionamentos, no caso de Jamie a coisa é um pouco mais agravada já que ela se envolve mais facilmente então ela está num momento de aversão a novos envolvimentos. Contudo, como Dylan era novo na cidade e os dois haviam se dado tão bem, eles continuam a se encontrar e a empatia se torna uma amizade que guarda um certo interesse mais sexual e logo surgirá a curiosa oferta de tirar proveito da situação, mas sem deixar se envolverem demais. É óbvio o caminho que isso dará, ainda assim a forma como foi desenvolvido é dinâmica, divertida, com bons diálogos e atuações o que não deixa que tudo ficar com aquele jeito meloso além da dose.

O grande problema das comédias românticas está no fato de sempre serem mais do mesmo. É raríssimo se ver algo diferente e o mesmo se repete com Amizade Colorida. Todavia, o que torna uma comédia melhor que a outra é essencialmente o roteiro, atuações e como tudo isto é dirigido para compor uma trama bem estruturada e aqui o resultado foi positivo.

O drama que envolve o personagem de Justin é muito bem tratado, sem exageros, enquanto para Mila a relação desestruturada com sua mãe projeta facilmente as motivações para sua personagem ser como é. Então não há como negar o apuro em fazer algo bom nesta obra e não há como não dar a devida menção ao trabalho apresentado. O convite fica, portanto, devidamente formulado para que confiram este bom exemplar do gênero, coisa rara de se ver.

Intesidade da Força: 7,5

2 opiniões sobre “Amizade Colorida”

  1. Não deixa mesmo de fugir da fórmula pronta das comédias românticas, mas é mesmo a química do casal de protagonistas e algumas boas piadas que acabem colocando ele acima da média de outros trabalhos de mesmo gênero.

    1. Com certeza Márcio. Vale a pena dar uma chance, mesmo muitos tendo restrições ao Justin ele está se apresentando relativamente bem em certos papéis.

      Abraços.

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