Título Original- Real Steel
Título Nacional- Gigantes de Aço
Diretor- Shawn Levy
Roteiro- John Gatins/Dan Gilroy
Gênero- Ficção/Ação
Ano- 2011
- Desafio gigante, qualidade de aço…
O que esperar de um filme sobre robôs lutadores controlados por outras pessoas? Junte a isso uma história que envolve um relacionamento errado entre pai e filho, baseado na mesma linha de outras produções que conta com o pai que abandona o filho e só descobre a existência deste muitos anos depois. Muito pouco, evidentemente. Um dos méritos de Gigantes de Aço é tornar esta base pouco favorável num filme realmente interessante e de boa qualidade, apresentando-se como uma excelente proposta no momento atual.
Charlie Kenton (Hugh Jackman) é um lutador que utiliza um controle remoto e assim consegue movimentar robôs que de debatem numa arena. O ano é bem próximo de nós, 2020 e agora as pessoas se divertem assistindo estas máquinas se debatendo, pois o boxe tradicional deixou de ser interessante já que a audiência queria mais violência. Os robôs entram para suprir esta necessidade.
A situação de Charlie, porém não é nada boa, ele está quebrado e não consegue vencer suas lutas. Os robôs custam caro e ele começa a se ver num beco sem saída, com agenciadores em sem encalço por causa das tais dívidas. É neste momento que surge a notícia que ele precisaria ver o filho. A mãe havia morrido e a guarda precisava ser decidida.
O desinteresse de Charlie não poderia ser maior. Um filho, Max Kenton (Dakota Goyo), que ele havia abandonado antes mesmo de nascer e nunca tinha visto por 11 anos! O que parecia ser um tédio e perda de tempo termina se revelando uma alternativa para a crise financeira que vivia.
A tia do jovem, Debra (Hope Davis), queria continuar cuidado do garoto, mas para isso precisava que o pai abrisse mão da criança. Então o marido de Debra se oferece para ajudar na decisão e faz um acordo com Charlie, 100 mil dólares pelo garoto, metade no ato, outra metade após voltarem de uma viagem na qual o marido de Debra gostaria que fizessem sem o jovem. Sem alternativa o pai aceita a condição e conviverá com seu filho durante 2 meses.
A expectativa do que pode acontecer neste meio tempo já é meio que esperada, mas é desenvolvida de uma forma um pouco diferente da linha banal. Pai e filho não se dão bem. Charlie não tenta ser afetuoso nem tem qualquer sentimento de culpa quanto a Max e o garoto também não tem muito interesse em mudar isso. Isso tudo irá mudar quando eles perderem mais uma luta e precisarem de um novo robô. É aí que irão encontrar Atom, que não passa de um sparring, mas com grande potencial. É a partir daí que os dois começaram a trabalhar juntos e vivenciaram momentos que poderão mudar todo o passado perdido como pai e filho.
Gigantes de Aço não tem nada de profundo num primeiro olhar, mas a forma escolhida para desenvolver os personagens, a vontade na interpretação de quase todo o elenco (Hugh Jackman está ótimo e nem lembra o Wolverine, o jovem Dakota é bem divertido e pode ser mais uma promessa mirim hollywoodiana) ajudam a compor uma obra com direção muito bem preparada, efeitos especiais maravilhosos (irá brigar com Transformers sem dúvidas)e faz desta produção uma pedida e tanto para quem gosta de temas futuristas sem que se perca na pieguice completa.
É claro que haverá momentos bobos, mas eles irão se justificar plenamente e não ficarão destoando em nenhum momento, tudo graças às boas atuações de todos. Uma grata surpresa que merece sua atenção, não deixe de conferir!
Intensidade da força: 8,5
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