Contra o Tempo

Título Original– Source Code
Título Nacional- Contra o Tempo
Diretor– Duncan Jones
Roteiro– Ben Ripley
Gênero– Ação/Ficção
Ano– 2011

– Processe e repita…

Esta é a básica premissa do eternamente adiado Contra o Tempo, finalmente lançado em nossas terras. O longa teve boa receptividade no exterior quando exibido e demorou muitos meses para desembarcar por aqui, mas finalmente deu as caras. Contando com protagonistas badalados no momento Jake Gyllenhaal (Colter Stevens), Michelle Monaghan (Christina Warren), Ver Farmiga (Colleen Goodwin) e Jeffrey Wright (Dr. Rutledge) o longa tenta apresentar uma trama já batida em outros exemplares, no entanto buscando uma abordagem um pouco mais original. A escolha foi válida e rende bons frutos, embora ainda peque por algumas “licenças poéticas” um tanto quanto exageradas.

O Cap. Colter Stevens acorda num trem de repente sem entender o que se passa ao seu redor, à sua frente apenas a jovem Christina que o chama por um nome que ele desconhece. Assustado, ele corre até o espelho e percebe que sua fisionomia não é a mesma a qual ele está acostumado, pouco tempo mais se passa e então o trem explode. Esta cena foi repetida nos trailers dezenas de vezes e é praticamente a mesma no começo. Logo após a explosão ele desperta numa espécie de cápsula na qual escuta apenas uma voz, então, eis que surge no vídeo a soldado Collen que também parece conhecê-lo e saber tudo sobre o Capitão. A situação se repete mais algumas vezes até que o jovem entenda do que se trata e comece efetivamente a cumprir sua missão: achar o terrorista que havia posto a bomba e eliminado milhares de pessoas.

O desenrolar da trama conta com alguns eventos interessantes. O romance não é explorado de forma exagerada nem retira o foco principal, cumprindo bem seu papel de válvula de escape. É preciso dar o crédito ao roteiro no que tange a conseguir desenvolver uma trama com apenas 2 ambientes que quase nunca mudam e ainda assim conseguem não se tornar repetitivos. O encadeamento de ações é bem dirigido e organizado e as atuações (Jake, Vera e Jeffrey) estão na medida, Michelle não compromete também.

O filme esbarra no próprio limite de uma história já desgastada por ter sido repetida em outros longas, ou seja, é difícil não imaginar algum tipo de final, ainda mais quando determinados elementos se repetem de forma tão escancarada (o enlace romântico, a descoberta da verdade pelo protagonista). O resultado disso é que o desenvolvimento fica forçado, em especial se o espectador quiser usar o cérebro e encontrar coerência na teoria científica que é apresentada para justificar a tecnologia. Todavia, isso não compromete demais o resultado e não faz de Contra o Tempo uma pedida ruim. É possível se divertir e ter pequenas surpresas ou mesmo não se entediar completamente com os acontecimentos apresentados. Então corra, pois o tempo em cartaz está passando!

Intensidade da força: 7,0

2 opiniões sobre “Contra o Tempo”

    1. Grande Marcio!

      Bem-Vindo!

      Como falei na review é bem isso mesmo sintetizado por ti. O filme é bom, mas peca demais no arremate mesmo. Aquele final é bem pastel e irrita, porém não deixa de ser interessante conferir num momento de maré baixa.

      Abraços!

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