Quero Matar Meu Chefe

Título Original- Quero Matar Meu Chefe
Título Nacional- Horrible Bosses
Diretor- Seth Gordon
Roteiro- Michael Markowitz/John Francis Daley
Gênero– Comédia
Ano- 2011

– Mesma fórmula, com outra roupagem…

A semelhança com aspectos chave de Se beber não case (Hangover) faz com que seja difícil falar de Quero matar meu chefe sem traçar um paralelo entre ambos. É uma espécie de vingança bem humorada àquelas pessoas que se utilizam de sua posição para tirar proveito dos outros sem considerar nenhum pouco que se trata de outro ser humano convivendo ali, ao seu lado.

Com um elenco de peso que reúne desde figurões consagrados como Kevin Spacey(Dave Harken), ou Jennifer Anniston (Dr. Julia Harris) e sua eterna proximidade com produções do gênero, além de figuras improváveis tipo Colin Farrell (Bobby Pellitt), não há dúvidas que um dos méritos do filme está nesta junção. Mais uma vez o roteiro direto e sem pudores dá o toque final e eleva a qualidade da obra.

Os 3 amigos Nick Hendricks (Jason Bateman), Dale Arbus (Charlie Day), Kurt Buckman (Jason Sudeikis) tocam suas vidas da melhor forma possível e cada um lida com seus dramas de trabalho a sua maneira, mas quando se reúnem não há como fugir do assunto principal: Como seus chefes podem ser tão ruins? No começo, o único que se salva de tal situação é Kurt e ele sempre tentava dar uma de bom ouvinte e apoiar os outros companheiros, mas quando o seu chefe morre e o filho, Bobby, assume o lugar, ele também passa a sentir na pele o que é ter um chefe maldito em sua vida.

Aqui já é possível traçar um dos paralelos com a trama de Hangover, os 3 amigos tem traços de personalidades que remontam ao outro grupo. Um é o mais certinho, o outro é o mais garanhão e tranquilo (ainda que não combine muito com a idéia em termos de aparência) e o último é o meio bobo da turma.

As coisas chegam a um ponto insuportável justamente quando Kurt passa a ter problemas com seu chefe e, ao mesmo tempo, os dois outros amigos passam a ter suas situações muito agravadas em suas vidas. Surge a idéia de “matar o chefe” deles! E aí? O que poderia surgir disso? Algo macabro? Um plano cruel? Eles até tentam isso, porém as coisas não saem como planejadas, pois as trapalhadas sempre vão de encontro, tornando tudo mais complicado.

O filme é bem divertido e conta com momentos inspirados que te fazem rir, mas nada exultante como no rival mais famoso. Acontece que muito do que se vê aqui (o estilo das piadas, algumas cenas) é muito próximo da história de Hangover deixando a sensação de mera cópia de “luxo” da obra tratada.

Mesmo com este ponto negativo existem aspectos bacanas como as atuações de Kevin Spacey e seu jeito sádico, sarcástico que faz sua personagem ser realmente desprezível. Colin Farrell parece que realmente é melhor como ator de comédia do que de ação, enquanto Jennifer Anniston traz um ar de renovação ao seu eterno jeito de “boa moça” interpretando de forma bem arquitetada o papel que lhe foi ofertado.

No final das contas temos uma comédia que entretém, não tem medo de ousar com situações bem controversas, mas sem ser deselegante, contudo não chega naquele patamar de excelência, seja pela maneira politicamente incorreta, seja por ser mais inteligente. Fica sempre no meio termo.

Intensidade da força: 7,0

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