Conan, o Bárbaro

Título Original– Conan the Barbarian
Título Nacional- Conan, o Bárbaro
Diretor– Marcus Nispel
Roteiro– Thomas Dean Donnelly/ Joshua Oppenheimer
Gênero– Ação/Aventura
Ano- 2011

– Um novo bárbaro, as mesmas barbaridades…

O tempo passa, o tempo voa, mas existem certas coisas que são inexoráveis. Quando foi avisado que o filme de Conan iria ser refeito, porém se respeitando mais a história original criada pelo autor Robert E. Howard, o maior temor e burburinho causado foi com a escolha do ator Jason Momoa para viver o Cimério, porém, de antemão, já fiquem sabendo, o melhor do filme provavelmente é ele.

O começo passa por uma breve introdução à infância, mostrando brevemente o nascimento do bárbaro em condições para lá de surreais. Um pouco mais do período púbere do herói, contando com a aparição de Ron Perlman e daí já se avança para sua idade adulta.

O início é muito bom e passa bem o ambiente criado pelo autor, com um mundo duro onde os mais fortes imperam e a violência rege os atos dos povos e molda a pessoas. O bom momento continua até um pouco além desse prólogo, mas depois disso passa a conviver com inconstâncias terríveis, especialmente nos cenários, edição, direção, quase tudo decai abruptamente, passando pelo tosquíssimo sangue em CG e atuação de quinta categoria da dupla de vilões com especial toque de ruindade para aquele que deveria ser o antagonista, Khalar Zym (Stephen Lang).

Os truques para aliviar um pouco da brutalidade, como o pequeno enlace romântico vivido pela bela Rachel Nichols (Tamara), não comprometem muito mais, pois também é tratado de uma forma bastante adequada à ambientação geral da trama. Os aspectos positivos a salientar são muito poucos, além da atuação convincente de Jason, somente a fidelidade um pouco maior ao universo criado por Robert E. Howard. Contudo mesmo isso não consegue se manter por muito tempo, haja vista que o filme poderia se tornar muito pesado para as audiências, aliás, este é um ponto que pode ter contribuído para a bilheteria fraca do longa, pois ao optar por este caminho mais aproximado da história clássica houve o afastamento imediato do grande público jovem que hoje em dia é o maior responsável pelas grandes audiências nos cinemas. No entanto não se pode atribuir somente a isto o desempenho ruim na arrecadação.

Ao mesmo tempo em que merece um pouco das críticas que vem sofrendo é duro também ter que notar o esforço despendido por Momoa na caracterização ter sido quase em vão. É difícil crer que isto possa refletir positivamente em sua carreira num longo tempo. Aos leitores, curiosos em saber se vale a pena dar uma chance ao longa, a resposta é que depende. Se você curte um filme cheio de ação, violento (até meio brutal), com toques de tosquidão colossais em certos momentos, Conan se revelará uma opção que guardará bons momentos de diversão, do contrário não se arrisque, pois irá se arrepender certamente. FOR CROM!

Intensidade da força: 5,0

2 opiniões sobre “Conan, o Bárbaro”

    1. AAHAH! Eu não tenho nada contra remakes, se ficarem bem feitos, infelizmente não foi este o caso. Eu acho que um remake de Conan, se bem feito seria interessante sim, mas o problema é que a galera usa os remakes como forma de ganhar uns niqueis sem ter que gastar muito, pois poupa com roteiro e toda a concepção de um universo e sua adequação.

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