Os Smurfs

Título Original- The Smurfs
Título Nacional- OS Smurfs
Diretor- Raja Gosnell
Roteiro- Peyo/J. David Stem
Gênero- Animação/Comédia/Aventura
Ano- 2011

– Tudo azul, mas nem tanto…

A estreia ocorreu neste final de semana, tudo ficou mais azul pelos cinemas brasileiros e um dos marcos da infância de toda uma geração teve sua edição repaginada para o cinema com gráficos computadorizados (CG), 3D e uma aventura nova para as criaturinhas azuis.

Na trama o inimigo dos Smurfs, Gargamel (Hank Azaria) continua na sua perseguição contra os serezinhos, tentando roubar a essência dos mesmos para amplificar seus poderes mágicos e, como sempre, caindo nas armadilhas preparadas contra ele pelo Papai Smurf e seus filhos. Só que desta vez os rumos iriam conduzir todos para um universo novo surpreendendo todos os envolvidos.

É com este contexto que se justifica a trama. A ideia foi até interessante, tanto para fugir de uma possível repetição, como para justificar algo mais rico e envolvente para o público não deixando apenas como mais um episódio do desenho do passado. O esforço poderia ter funcionado melhor não fosse o entorno que compõe, muito comprometido por atuações caricatas demais (Gargamel) ou infantilizadas demais, Patrick Winslow (Neil Patrick Harris) e Grace Winslow (Jayma Mays), a única que não perdeu a linha foi, por incrível que pareça, Sofia Vergara e a personagem Odile.

A linha que delimita até onde o esforço na interpretação dever ir foi perdida por Hank Azaria, fazendo um Gargamel bem apresentado, mas exagerado na atuação, enquanto o casal humano amigo dos Smurfs ficou sem força alguma, não conseguindo transmitir nenhuma fidedignidade no que entregam ao público.

O outro ponto negativo a ser destacado é a qualidade técnica do filme em si. O 3D convertido não empolga e fica desperdiçado num longa animado que poderia ter usado isso com muito mais força. A combinação da animação em CG com o cenário não fica nada boa em certas ocasiões dando a impressão de que os bonecos não encaixam corretamente com o ambiente, por fim a escolha dos Smurfs que resolveram focar não foi a ideal.

O Arrojado nunca foi tão importante assim no desenho e tirar o Joca para pô-lo não ficou tão bom assim, além disso outros poderiam ter partido para a Terra. Isto limitou demais as possibilidades, facilitando o trabalho do diretor, roteirista, produtores e todo o resto da equipe.

Contudo, nem só de azul opaco vive o filme. A apresentação dos Smurfs em si é ótima. Eles estão muito convincentes animados em CG, bem como a caracterização dos mesmos, não ficou destoando do desenho. A equipe do longa não quis inventar e se manteve original a ideia base dos desenhos e merece um ponto positivo para isso. A musiquinha clássica está lá e traz toda sua nostalgia.

A verdade é que este longa é sério candidato para ser figurinha marcada nas sessões de filmes das TV’s abertas daqui a alguns anos. Fica evidente que foi um projeto feito também com este intuito. A verdade é que ele consegue divertir, reavivar a memória de quem viveu nos tempos dos desenhos e cativar com a mesma intensidade, não merece ser desprezado por conta de seus defeitos e, muito menos, receber a avalanche de péssimas notas dos sites especializados mundo a fora.

Intensidade da força: 6,0

2 opiniões sobre “Os Smurfs”

  1. Cara, eu vou acabar deixando pra ver esse filme quando sair em DVD/BD mesmo. Pra falar a verdade eu nunca fui muito fã do desenho, e como o filme não vem agradando muito também, vou deixar passar.

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