Lanterna Verde

Título Original- Green Lantern
Título Nacional- Lanterna Verde
Diretor– Martin Campbell
Roteiro– Greg Berlanti/Michael Green
Gênero- Ação/Ficção
Ano- 2011

– Na noite mais densa…

A luz verde brilhou nos cinemas nacionais no último final de semana, contra tudo e contra todos a estréia de Lanterna Verde se realizou e agradou (a nós do Power Cinema), diferentemente do que a crítica vem propalando.

O longa dirigido por Martin Campbell (Cassino Royale) não é nem de longe o desastre anunciado pela mídia especializada internacional. O Rotten fez uma lista dos 10 piores filmes de Verão de todos os tempos e até incluiu Lanterna Verde entre os 10, numa daquelas birrinhas bobas e infantis que não condiz nenhum pouco com um site que conta com o prestígio e relevância dada a eles. Muito triste isso.

A história conta como Hal Jordan (Ryan Reynolds, outro severamente criticado injustamente no papel) consegue se tornar o Lanterna, uma tropa de combatentes e vigias das grandes ameaças que rondam o universo, antes, tal honra jamais havia sido dada a um humano, por serem uma espécie nova e muito volátil às emoções. Contudo, quando Abin Sur, o lendário e mais poderoso Lanterna sucumbe a força de Parallax (entidade maligna que controla a força do medo que possui coloração amarela e consegue anular a força do verde do anel) este termina chegando a Terra e, na sua última ação, repassa a responsabilidade para Hal Jordan que é o escolhido pelo anel.

A personagem de Hal Jordan faz o típico bon vivant que se destaca em tudo que faz e demonstra muita segurança e auto-confiança, mas que no fundo não é nada disso. Mal sabia ele que esta dualidade existente no seu âmago era o que tinha trazido o anel ao seu encontro, o que, nos quadrinhos, mais tarde, se revelará ser ainda mais profundo. Quando ele herda os poderes fica um pouco atônito e sem saber como agir (natural), mas o encontro com os demais Lanternas no planeta em que todos se congregam não o deixa mais em suspeita de que o que acontecera era real e ele não poderia fugir. O que Hal não imaginava era que seu conhecido, Hector Hammond (Peter Sarsgaard), havia sido contaminado pelos poderes de Parallax e termina gostando da sensação.

O embate entre os dois antagonistas iria acontecer inevitavelmente, ainda que tentem evitar. A crítica mais viril ao filme se dá por conta disso. O embate final é muito corrido, sem impacto, sem o aspecto épico que deveria estar presente. Outros pontos debatidos no meio crítico é que Ryan Reynolds não convence e que a obra tem um nível de apuro técnico mal balanceado (destacando as partes de CG’s contra as reais).

Fato é que Lanterna Verde sofreu muito do mal que atinge Transformers, mas numa escala muito mais exagerada. Enquanto no longa robótico muito do que se aponta tem seu fundo de verdade e pode até justificar um peso maior a depender de quem vê, no caso presente a coisa se aproxima muito mais de pura implicância, primeiro com o enredo, segundo com o ator e terceiro com os efeitos.

A única verdade que se tem é que o longa poderia ter sido muito mais, porém não é nem de longe um filme nota 2 como o Rotten denuncia, muito menos digno de figurar numa lista de piores filmes de Verão. Outra, Ryan Reynolds está sendo muito mais avacalhado do que o merecido (talvez pela famigerada cena que ele mostra o uniforme ao amigo Tom Kalmaku – Taika Waititi do que por qualquer outra coisa). A produção merece o crédito de quem curte filmes de ação com uma pitada de ficção científica somado a um super-herói diferente dos demais.

Um aspecto a destacar, por fim, é que o 3D não vale de nada e se você puder economizar a grana faça, mas saiba que será difícil, pois agora os cinemas e distribuidores descobriram o filão dos “bestas” que assistem filmes legendados e pagam o que for para ver assim e por isso estão limitando tais versões a opção com 3D. É o consumidor se tornando refém mais uma vez.

Intensidade da força: 7,0

2 opiniões sobre “Lanterna Verde”

  1. Cara, mais uma excelente crítica.

    E mais uma vez, não tenho o que discordar. Que o filme poderia ser melhor, principalmente se comparado a atual fase do personagem nas HQs, isso é um fato incontestável,mas daí a colocá-lo no patamar de outros filmes fraquissimos como Mulher Gato eu acho uma tremenda sacanagem.

    Acho que o que pesou pra essa perseguição da crítica, principalmente dos EUA, se deve mais ao fato do embargo que a Warner impôs aos críticos, até a estréia do filme por lá. Acredito que isso afastou os “civis” das salas também.

    O que eu não gostei muito, foi de utilizarem o Parallax logo de cara na franquia. O Peter Sarsgaard foi muito bem no papel do Hector Hammond, e acho que um foco maior nele como uma ameaça não só ao Hal e a Carol Ferris, segurariam bem um filme de origem, e ainda preservariam um vilão muito mais poderoso para uma possível sequencia.

    Outra coisa, esse era um filme que eu realmente esperava que conseguissem explorar bem o 3D, que cairia como uma luva para os construtos do Lanterna, mas realmente não fazem diferença. Agora, eu não tive nem escolha tb para assistir a versao em 2D. Cinemas daque estão passando a focar muito mais nas sessões 3D e deixando um pouco de lado as 2D.

    Só pra finalizar, eu, particularmente, vou ao cinema para me divertir, e foi o que consegui com Lanterna Verde, mesmo com suas falhas.

    1. Antes de tudo obrigado pela participação e também elogios Rudash!

      Então, nem sabia que havia tido este tal entreveiro entre a Warner e críticos de lá dos EUA, mas você mencionando faz muito sentido, pois o disparate da opinião do público está bem grande se comparada ao dos críticos. O filme está médio na opinião de público tanto no rotten como no IMDB.

      Eu também concordo contigo sobre terem utilizado o Parallax logo de cara. Creio que o Lanterna merecia uma origem mais bem trabalhada e desenvolvida e do jeito que foi feito ficou corrido, mas assim como você eu me diverti muito com o filme e continuo apontando como ótima pedida para que tiver curiosidade e estiver com receio.

      Abraços!

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