Transformers: O Lado Oculto da Lua

Título Original- Transformers: Dark of the Moon
Título Nacional- Transformers: O Lado Oculto da Lua
Diretor- Michael Bay
Roteiro– Ehren Kruger
Gênero– Ação/Ficção
Ano- 2011

– O lado negro dos blockbusters… 

É neste dilema que Trasformers 3 está se debatendo. O quão díficil é para um filme de sua categoria alcançar a aceitação geral? Sim, produções como esta causam grande impacto e rendem muita atenção e, por conta disso, enfrentam uma avalanche maior de críticas e é exatamente isso que vem ocorrendo. Assim como aconteceu com o anterior, o atual Transformers está sendo saraivado por más impressões, mesmo que sua bilheteria de estréia tenha sido a mais sólida até agora no ano. Será que o longa é digno de tamanha ferocidade? O Power Cinema, mais uma vez, crê que não.

Sim, a obra tem seus pontos baixos, suas idas e vindas, suas falhas, mas as qualidades sobrepujam boa parte delas, ainda que não seja suficiente para galgá-lo a um patamar inesquecível. A pergunta que deve ser feita é. Será que o primeiro longa foi tão bom assim? Tão superior? Sim, pois, fica até parecendo dessa forma se compararmos as notas dadas em veículos especializados.

Neste ponto o público é uma medida muito mais confiável. O Rotten Tomatoes tem uma média de 50%, enquanto o atual está com meros 38% e o segundo teve absurdos 20%. Exageros, sem dúvidas. Porém, na comunidade, as coisas mudam de figura, temos 90% para o atual, enquanto o anterior ficou 76%. Quem está certo? Quem está errado? Ninguém de fato, mas o peso dado a certos valores são demasiadamente desproporcionais entre os públicos.

A história em si continua seguindo os acontecimentos dos filmes anteriores. Os Autobots mantém sua aliança com os humanos e tentam proteger a Terra da constante ameaça dos Decepticons que estão armando outra vez pela sombras. Agora pretendem se utilizar do segredo acobertado pelos humanos no passado, quando uma nave de Cybertron colidiu com a crosta lunar.

Sam (Shia LaBeouf) está tentando encontrar o caminho em sua vida e conta com a parceria de sua nova namorada Carly (Rosie Huntington-Whiteley), porém se vê em dificuldades tanto práticas como mentais, mas tudo irá mudar quando os inimigos começarem a se mover e sua participação será, mais uma vez, importante para o destino do planeta. Dessa vez os Decepticons estão atacando humanos que conhecem o segredo do lado escuro da Lua e contam com o auxílio de outro terrestre, o anti-galã Dylan (Patrick Dempsey), tentando aqui deixar o ranço de comédias românticas, mas com pouco sucesso.

A trama se desenrola e conhecidos dos outros filmes irão retornar, como os soldados Lennox (Josh Duhamel) e Epps (Tyrese Gibson), além do alívio cômico de Simmons (John Turturro) e Bruce Brazos (John Malkovich). O longa ainda conta com a presença da talentosa Frances McDormand como Mearing, uma chefe de operações. Este elenco de qualidade acrescenta carisma e força aos eventos e ajuda a alavancar o lado técnico.

A obra tenta trazer um balanço entre ação e desenvolvimento de roteiro, mas que fica um pouco ferido quando o “ápice” acontece, pois este se alonga demasiadamente, ficando cansativo, mesmo que belo e bem produzido este se trata de um dos poucos pontos fracos realmente justos de crítica. De resto, aspectos como roteiro fraco, comédia repetitiva e pouco convincente, climax esvaziado, tudo isso, sinceramente? Intriga da oposição.

O filme tem um roteiro simples e direto, como todo filme do gênero. Eu pergunto. Será que Avatar, Thor e outros que seguem a mesma linha tem roteiros lindos e maravilhosos tão superiores a Transformers? Claro que não! Isso é uma tônica e não é desculpa, é algo simples como acontece em outras produções. Se põe num lado e normalmente se afasta do outro, é o natural e poucas obras conseguem o balanço perfeito. O filme tem um 3D excelente, vibrante, bem trabalhado que agrega a experiência visual, tem efeitos especiais de babar, cenas grandiosas e bem produzidas em sua maioria, tudo isso são aspectos positivos completamente ignorados pelos críticos ou simplesmente diminuídos a ponto de nada valerem.

Por tudo isso é que o Power Cinema fará jus ao seu lema e dará uma nota alta para a produção. As falhas estão lá e incomodam em certas ocasiões, mas o resultado final é muito positivo e estes contratempos não são suficientes para estragar um bom trabalho, muito pelo contrário, e o público parece concordar com isso já que a estréia foi forte e deverá render ainda algumas semanas de bons números, para desespero dos que não gostaram.

A dica fica para que você leitor vá assistir e pese os fatores destacados e tire sua conclusão, mas vá com a mente limpa e saiba apreciar o que há de bom dando o devido valor, coisa que parece que muitos resolvem esquecer nestas horas, muitas vezes por conveniência. Aqui não se tem amarras e a nota é dada com o máximo de imparcialidade e justiça possíveis.

Intensidade da força: 8,5

2 opiniões sobre “Transformers: O Lado Oculto da Lua”

  1. Cara, assisti o filme esse fim de semana e gostei muito!

    Tem alguns dos mesmos defeitos dos outros da série, mas na minha opinião, assim como no primeiro, o filme funciona bem, ao contrario do TF2 que eu não gostei muito.

    1. Primeiro, obrigado pela participação. É sempre bom ver um comentário!

      Que bom que o filme agradou. Como foi dito na resenha eu também creio que o filme se adequa e cumpre bem o que se propõe: ação intensa, com ótimos efeitos e um pano de fundo leve para justificar tudo isso.

      É como sempre digo. O que esperar de um longa é o principal quando se vai assistir e não quero dizer com isso que é ser afável com defeitos, mas saber entender a proposta coisa que fica clara que a maioria não entende em alguns casos como é o de Transformers.

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